Leão XIV enviou uma mensagem de vídeo para a primeira edição das Jornadas da Juventude da África Ocidental realizadas em Acra e Gana
Da Redação, com Vatican News

Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane
Os jovens estão no centro das prioridades pastorais em países que passam por crises muitas vezes complexas. Este é o objetivo da primeira edição das Jornadas da Juventude da África Ocidental, que se realizam em Acra, capital de Gana, de 7 a 11 de setembro. O Papa enviou uma mensagem de vídeo ao evento, promovido pela Reunião das Conferências Episcopais da África Ocidental (RECOWA/CERAO), afirmando estar “convencido” de que “estes momentos intensos passados juntos os ajudarão a crescerem na fé e a se enriquecerem cada vez mais dos valores como o encontro e a abertura ao outro”.
Não perder a esperança
“Vocês não são uma juventude sacrificada, como muitos podem pensar”, enfatiza Leão XIV, especificando que os jovens são “o hoje de Deus, o hoje da Igreja”. Essas palavras remetem a uma passagem da Mensagem de Bento XVI para a 25ª Jornada Mundial da Juventude, em 2010, na qual o Pontífice falou dos jovens como um “tesouro inestimável”. Segundo o atual Papa, isso é ainda mais verdadeiro para aqueles que vivem em regiões conturbadas, situações que ameaçam o futuro de tantos recursos humanos.
“Num momento em que tantas crises parecem obscurecer seu horizonte, quero encorajá-los a seguirem em frente sem perder a esperança. Sei bem como o peso da dúvida, da incerteza e, às vezes, da insegurança pode ser pesado sobre seus ombros e atrapalhar seus planos para o futuro”, disse.
Construir pontes entre povos, culturas e religiões
A iniciativa africana, que tem como tema “Tenham coragem” (João 16, 33), estruturada em torno da experiência das recentes Jornadas Mundiais da Juventude em Lisboa, surge do desejo dos bispos da região de oferecer aos jovens católicos um espaço comum de fé, encontro e formação. Unir-se “para ajudar a promover mudanças positivas em suas sociedades” é o que o Papa espera para as novas gerações dessas nações. Inspirando-se em Jesus, o apelo de Leão XIV é para que “ninguém seja marginalizado, isolado, excluído ou rejeitado. Sejam construtores de pontes”, enfatiza ele, “entre povos, culturas e religiões”. O desafio é grande, assim como o incentivo.
“Queridos jovens, conto com vocês e confio em vocês; a Igreja confia em vocês. Com as suas palavras e ações, transmitam uma mensagem forte ao nosso mundo, assolado por guerras e conflitos de toda a espécie. Sejam testemunhas do amor, da justiça e da paz. Não sacrifiquem a sua juventude, tão preciosa, no altar dos prazeres efêmeros e da superficialidade”, frisou o Santo Padre.
Oração pelo desenvolvimento humano integral das nações
A ideia de um encontro da juventude católica da África Ocidental surgiu de um pedido dos próprios jovens: Burkina Faso propôs a iniciativa em 2019, e os bispos deram sua aprovação no ano seguinte, mas o evento teve que ser adiado devido à pandemia. Muitos enfrentam insegurança, migração irregular, desemprego e pobreza. É preciso coragem para promover um despertar que conduza sociedades inteiras e lideranças rumo ao bem comum e à harmonia. O Sucessor de Pedro está ciente disso e, portanto, reitera a exortação que ele mesmo fez no ano passado em sua Mensagem para a Jornada Mundial da Juventude: não se fechar em si mesmo, mas sair em busca de respostas para as perguntas mais profundas e aos desejos mais autênticos.
Uma bênção especial para os trabalhos que começam nesta segunda-feira, 7, é acompanhada pelo olhar materno de Maria: “Confio-os à Virgem Maria, Rainha da Paz, pensando especialmente nas pessoas de seus países que, por vezes, têm de enfrentar crises complexas. Que Ela interceda junto de seu Filho, Jesus Cristo, para o desenvolvimento humano integral de suas amadas nações.”




