Leão XIV ressaltou que força da Igreja não está nos números, mas na fidelidade a Cristo e na capacidade de servir
Educação cristã, preparação para o sacerdócio e desafios da Igreja nas regiões árabes foram temas abordados pelo Papa Leão XIV em audiências no Vaticano. O Santo Padre ressaltou que o diálogo pode ser caminho de reconciliação, especialmente em territórios dominados pela guerra.
Reportagem de Adilson Sabará
Imagens: Vatican News
Formação, missão e serviço estiveram entre os temas dos encontros do Papa Leão XIV ontem e hoje. Nas audiências, o Pontífice reforçou a importância de uma educação voltada à dignidade humana, falou sobre a preparação para o sacerdócio e destacou a presença da Igreja em regiões marcadas por conflitos.
No Vaticano, Leão XIV recebeu uma delegação da Oriel College, de Oxford, que celebra 700 anos. O Papa destacou as raízes cristãs da instituição ao recordar São John Henrry Newman e defendeu uma educação que aproxime fé e razão, com foco na dignidade humana e no serviço ao bem comum. O Papa destacou que o então cardeal Newman propôs que a formação cristã abrace a pessoa por inteiro.
A formação também esteve no centro do encontro com seminaristas do sul da Itália. Para o Santo Padre, estudo e disciplina, segundo ele, só têm valor verdadeiro quando estão fundamentados na relação com Deus. Leão XIV recordou que a vocação nasce do chamado de Cristo para estar com ele e depois partir em missão. “Nenhum de vocês e nenhum de nós está aqui porque mereceu”, disse o bispo de Roma.
E essa compreensão da missão se fez presente nas palavras do Papa aos bispos das regiões árabes, em pequenas comunidades, muitas vezes atingidas por guerras, migrações e divisões. Leão XIV lembrou que a força da Igreja não está nos números, mas na fidelidade a Cristo e na capacidade de servir.
O Pontífice pediu que permaneçam próximos das feridas do povo, especialmente das famílias, dos jovens e dos migrantes. Destacou o testemunho de religiosos e fiéis que perderam a vida em países marcados pela violência.
Para Leão XIV, essa presença se concretiza nas paróquias, escolas, hospitais e obras de caridade. O Santo Padre pediu que o diálogo entre cristãos e com outras religiões seja um caminho de reconciliação, especialmente onde a guerra deixou marcas de desconfiança.




