ACIDENTE NUCLEAR

Leão XIV recorda os 40 anos do desastre de Chernobyl

Papa pediu responsabilidade para que a energia atômica esteja ao serviço da vida e da paz
Neste fim de semana, o Papa Leão XIV ordenou dez novos padres para a diocese de Roma, em uma celebração que reforça a missão da Igreja na capital italiana. Durante o Regina Caeli, o Santo Padre também recordou os 40 anos do acidente nuclear de Chernobyl e fez um apelo à responsabilidade no uso da energia atômica.

Reportagem de Danúbia Gleisser e Rodrigo Palmeira

Da janela do Palácio Apostólico no Vaticano, Papa Leão XIV conduziu a oração do Regina Caeli. Na reflexão, comentou o Evangelho de João, que apresenta Jesus como bom pastor e destacou: “O pastor entra pela porta, conhece e cuida das ovelhas. Já o ladrão invade para roubar e destruir. Jesus não vem como um ladrão roubar a nossa vida e a nossa liberdade”, disse o Pontífice, afirmando que Cristo vem conduzir-nos pelos caminhos direitos, vem iluminar nossa consciência com a luz da sua sabedoria.

Em seguida, o Papa convidou os fiéis a vigiarem o redil do coração, atentos àqueles que podem roubar a alegria e a liberdade. O Santo Padre deixou claro que esses ladrões podem ter muitos rostos. São aqueles que sufocam a liberdade, não respeitam a dignidade humana, exploram os recursos da Terra e alimentam guerras.

No apelo final, o Pontífice recordou os 40 anos do acidente de Chernobyl, um dos maiores desastres nucleares da história, e reforçou que a tragédia permanece como sinal de alerta sobre os riscos do uso irresponsável da tecnologia, confiando à misericórdia de Deus os que ainda sofrem suas consequências. “Que prevaleça sempre o discernimento e a responsabilidade para que a energia atômica esteja ao serviço da vida e da paz”.

Mais cedo, na Basílica de São Pedro, o Papa presidiu a ordenação de 10 novos sacerdotes para a diocese de Roma dentro do Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Na homilia destacou que o Espírito Santo une vocações na liberdade e chamou os novos padres a uma vida de entrega e amor. “Vocês são chamados a um modo exigente de amar, um modo que faça de cada um, além de bons sacerdotes, cidadãos honestos, disponíveis, construtores de paz e de amizade social”.

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