Leão XIV reforça que dignidade humana é dom divino e exige proteção permanente
A dignidade humana não pode ser retirada, negociada ou condicionada. A afirmação é do Papa Leão XIV, que dedicou a catequese desta quarta-feira ao tema e lembrou que a dignidade é um dom de Deus que também exige responsabilidade.
Reportagem de Gabriela Mariah e Daniele Santos
Na segunda catequese sobre a Constituição Pastoral Gaudium Et Spes, Leão XIV aprofundou o ensinamento do Concílio Vaticano II sobre a pessoa humana.
Para o Papa, a dignidade está na base dos valores e dos direitos fundamentais, mas não pode ser separada da sua origem divina.
O Pontífice recordou que reconhecer a dignidade de cada pessoa é uma conquista importante da história, mas ressaltou que esse caminho ainda não terminou. Antigas e novas ameaças continuam impedindo que essa dignidade seja plenamente respeitada.
Segundo Leão XIV, a dignidade humana não depende de um consenso social ou de circunstâncias particulares. Ela pertence ao próprio ser humano criado à imagem de Deus. Por isso, não pode ser retirada, negociada ou condicionada.
“Criados à imagem de Deus por meio de Cristo e em vista dele” afirmou o Santo Padre, foi que recebemos uma dignidade única e indelével.
A reflexão do Papa destacou a relação entre inteligência, consciência e liberdade. Para Leão XIV, é na consciência que a pessoa reconhece a verdade e encontra na liberdade a possibilidade de vivê-la.
E essa liberdade encontra seu fundamento em Deus. A catequese apresentou assim a dignidade humana como um dom que exige responsabilidade.
Diante das ameaças, à vida e à pessoa, cada cristão é chamado a proteger e promover essa dignidade à luz do Evangelho.
E ao concluir, Leão XIV lembrou que em Cristo o ser humano encontra a luz para compreender o próprio mistério, inclusive diante da dor e da morte. “Nos comprometamos a promovê-la e a defendê-la sempre”, ressaltou o Pontífice com a luz e a força do Evangelho.




