INCERTEZAS

Conflito no Oriente Médio ameaça presença cristã na região

Com o prolongamento da crise e a queda do turismo religioso, cresce o número de cristãos que consideram deixar a Terra Santa

Em meio a novos conflitos no Oriente Médio, cresce a preocupação com o futuro das comunidades cristãs na Terra Santa. Enquanto isso, no Vaticano, o Papa Leão XIV reforça o compromisso da Igreja com a proteção de menores e recebe um reconhecimento internacional por sua defesa da liberdade religiosa.

Reportagem de Adilson Sabará
Imagens de Vatican News, Reprodução Redes Sociais “National Constituion Center”, Reuters

 

Em mensagem à assembleia da conferência e da Amazônia reunida em Bogotá, o Papa Leão XIV pediu que a Igreja na região continue a defender a criação e a respeitar a vida em todas as suas formas. 

Para o Pontífice é preciso fortalecer a Igreja com um rosto amazônico, capaz de acompanhar os povos que sofrem com abusos, exploração e degradação ambiental e a trabalhar com esperança, fé e compromisso missionário em favor da Amazônia.

O Pontífice tem mostrado preocupação com a guerra no Oriente Médio, pois medo e desesperança têm cercado os cristãos na Terra Santa. Nas proximidades da cidade velha, onde estão Igrejas, mosteiros e importantes instituições cristãs, a ameaça é constante. 

O conflito provocou impactos econômicos, pois muitos perderam empregos em Israel após o fechamento dos postos de controle.

Com o prolongamento da crise e a queda do turismo religioso, cresce o número de cristãos que consideram deixar a Terra Santa. Mesmo diante das dificuldades, a Igreja insiste em manter viva a esperança das comunidades ligadas aos lugares sagrados do cristianismo. 

Na faixa de Gaza, a situação humanitária se agravou, pois a entrada de ajuda foi suspensa.

Nos hospitais faltam medicamentos e suprimentos básicos. A Igreja auxilia a população local. Cerca de 200 pessoas estão abrigadas nas dependências da paróquia católica. 

Enquanto acompanha os desafios da Igreja no mundo, o Papa Leão XIV recebeu a notícia de que o Centro Nacional da Constituição nos Estados Unidos, concederá ao Pontífice a medalha da liberdade de 2026, por seu compromisso com a promoção da liberdade religiosa, da liberdade de consciência e do diálogo entre as religiões. A cerimônia acontecerá durante as celebrações dos 250 anos da independência norte-americana. 

Leão XIV voltou a destacar outra prioridade de seu pontificado, a proteção de menores e de pessoas vulneráveis dentro da Igreja. Ao receber os membros da comissão pontifícia para proteção de menores, o Papa afirmou que prevenir abusos não é uma opção, mas parte essencial da missão eclesial.

O Pontífice destacou que ouvir as vítimas é um passo fundamental para construir uma verdadeira cultura de cuidado. Segundo ele, a escuta sincera das pessoas feridas revela a verdade, ensina humildade e abre caminhos de esperança e renovação para toda a Igreja.

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