VISITA A MESQUITA

Buscar a Deus também significa reconhecê-Lo no outro, afirma Papa

Leão XIV visitou Grande Mesquita de Argel na tarde desta segunda-feira, 13, e destacou, com palavras espontâneas, busca da verdade e do conhecimento

Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Papa Leão XIV ao lado do reitor da Grande Mesquita, Mohamed Mamoun Al Qasimi / Foto: Reprodução Vatican News no YouTube

Os compromissos do Papa Leão XIV na Argélia durante a tarde desta segunda-feira, 13, começaram com uma visita à Grande Mesquita de Argel. Ao chegar ao local, o Pontífice foi recebido pelo reitor da Grande Mesquita, Mohamed Mamoun Al Qasimi. Após as boas-vindas do religioso, o Santo Padre dirigiu-lhe algumas palavras espontaneamente.

No início de sua fala, Leão XIV agradeceu a acolhida e afirmou que o local representa o espaço que pertence a Deus, um espaço divino e sagrado, onde muitas pessoas vêm para rezar e encontrar a presença do Todo-Poderoso, de Deus, em suas vidas.

O Papa também recordou Santo Agostinho, seu pai espiritual, que tanto quis ensinar ao mundo por meio da busca da verdade e de Deus, do reconhecimento da dignidade de cada ser humano e da importância da construção da paz.

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“Buscar a Deus também significa reconhecer a imagem de Deus em cada criatura, nos filhos de Deus, em cada homem e mulher criados à imagem e semelhança de Deus”, sinalizou o Pontífice. “Para nós, isso significa que é muito importante aprender a conviver com respeito pela dignidade de cada pessoa humana”, acrescentou.

Desenvolver o intelecto

Outro aspecto destacado pelo Santo Padre é que a Grande Mesquita, além de um local de oração, é um centro de estudos. “Quão importante é para os seres humanos desenvolverem a capacidade intelectual que Deus lhes deu”, pontuou Leão XIV, “pois podemos descobrir quão grandiosa é a criação, quão grandioso é o que Deus nos deixou em toda a Criação e especialmente nos seres humanos”.

“Com o espírito, com este lugar de oração, com a busca da verdade, também através do estudo, e com a capacidade de reconhecer a dignidade de cada ser humano, nós sabemos — e este encontro de hoje é a prova disso — que podemos aprender a respeitar-nos uns aos outros, a viver em harmonia e a construir um mundo de paz”, acrescentou o Papa.

Por fim, o Pontífice garantiu suas orações pelos presentes, pelo povo da Argélia, por todos os povos do mundo inteiro, para que a paz e a justiça do Reino de Deus se façam presentes e para que todos sejam cada vez mais convencidos da necessidade de ser promotores da paz, da reconciliação, do perdão e da verdadeira vontade de Deus para toda a sua Criação.

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