No Angelus, o Papa Leão XIV insistiu que viver as Bem-aventuranças pode nos trazer felicidade, iluminar as sombras do mundo e renovar nossos corações
Da redação, com Vatican News

No primeiro Angelus de fevereiro, o Santo Padre recordou a importância da vivência das Bem-aventuranças / Foto: Maria Grazia Picciarella – SOPA Images via Reuters Connect
Deus dá esperança àqueles que o mundo descarta como desesperados, sugeriu o Papa Leão XIV neste domingo, 1º, durante a sua oração do Angelus no Vaticano.
Recordando a leitura do Evangelho do dia, segundo São Mateus, sobre as Bem-aventuranças, o Papa disse que Jesus anuncia a Boa Nova para toda a humanidade. “Estas são, de fato, luzes que o Senhor acende nas trevas da história, revelando o plano de salvação que o Pai realiza por meio do Filho, com o poder do Espírito Santo.”
Renova a nossa vida
No monte, Cristo dá aos discípulos uma nova lei escrita no coração, não mais em pedra, “que renova as nossas vidas e as torna boas, mesmo quando o mundo parece ter-nos falhado e está cheio de miséria”, observou o Papa.
Só Deus, disse ele, “pode verdadeiramente chamar bem-aventurados os pobres e aflitos, porque Ele é o bem supremo que se entrega a todos com infinito amor”, só Ele “pode satisfazer aqueles que buscam a paz e a justiça, porque Ele é o justo juiz do mundo, o autor da paz eterna”.
O Papa prosseguiu dizendo que “Somente em Deus os mansos, os misericordiosos e os puros de coração encontram alegria, porque Ele é a realização de suas expectativas”, e na perseguição encontram redenção; e na falsidade encontram “uma âncora de verdade”.
“Alegrai-vos e exultai”
“Portanto”, recordou o Papa Leão XIII, “Jesus proclama: ‘Alegrai-vos e exultai!’”
O Santo Padre reconheceu que as Bem-aventuranças podem parecer paradoxais para aqueles que esperam que os poderosos sempre governem a Terra.
“Aqueles que estão acostumados a pensar que a felicidade pertence aos ricos podem acreditar que Jesus está iludido. No entanto, a ilusão reside precisamente na falta de fé em Cristo”, disse ele.
Contudo, maravilhou-se com o fato de Cristo ser “o pobre que partilha a sua vida com todos, o manso que persevera no sofrimento, o pacificador perseguido até à morte na cruz”.
“Dessa forma, Jesus ilumina o significado da história. Ela não é mais escrita por conquistadores, mas sim por Deus, que é capaz de realizá-la salvando os oprimidos”, enfatizando: “Deus dá esperança especialmente àqueles que o mundo descarta como desesperados”.
Uma medida de felicidade
Além disso, observou ele, “as Bem-aventuranças se tornam para nós uma medida de felicidade”. Elas “nos levam a questionar se a vemos como uma conquista a ser comprada ou um dom a ser compartilhado; se a depositamos em objetos que se desgastam ou em relacionamentos que nos acompanham”.
Graças a Cristo, continuou ele, “a amargura das provações se transforma na alegria dos redimidos. Jesus não fala de uma consolação distante, mas de uma graça constante que sempre nos sustenta, especialmente na hora da aflição”.
“As Bem-aventuranças”, observou ele, “elevam os humildes e dispersam os orgulhosos em seus pensamentos mais íntimos”.
Por fim, o Papa Leão XIII concluiu implorando à Virgem Maria, serva do Senhor, a quem todas as gerações chamam de bem-aventurada, que nos ajude a viver as Bem-aventuranças.




