Após a oração do Angelus, o Santo Padre exortou aos responsáveis pelo conflito em curso no Oriente Médio a concordarem com um cessar-fogo imediato
Da redação, com Vatican News

Mísseis e interceptações iluminam o céu de Tel Aviv no mais recente ataque do Irã / Foto: Reprodução Reuters
Dirigindo-se aos responsáveis pelo conflito em curso entre os EUA, Israel e o Irã, o Papa Leão XIV lançou, neste domingo, 15, um apelo “em nome dos cristãos do Oriente Médio e de todos os homens e mulheres de boa vontade: Cessem fogo! Que os caminhos do diálogo sejam reabertos!”
“A violência jamais poderá conduzir à justiça, à estabilidade e à paz que os povos anseiam”, afirmou.
Após a oração do Angelus, o Bispo de Roma lembrou aos fiéis que “os povos do Oriente Médio vêm sofrendo a atrocidade da violência da guerra” há duas semanas.
“Milhares de inocentes foram mortos e muitos outros foram forçados a abandonar seus lares. Renovo minhas orações por todos aqueles que perderam entes queridos nos ataques que atingiram escolas, hospitais e áreas residenciais”, acrescentou.
O Papa também expressou grande preocupação com a situação no Líbano.
“Espero que se estabeleçam caminhos de diálogo que possam apoiar as autoridades do país na implementação de soluções duradouras para a grave crise em curso, para o bem comum de todo o povo libanês.”
Civis sofrem as consequências do brutal conflito com o Irã
Os efeitos do conflito envolvendo o Irã se intensificaram em todo o Oriente Médio, com civis no Irã e no Líbano entre os mais afetados.
Doze profissionais de saúde foram mortos na sexta-feira quando um ataque israelense atingiu um centro de saúde no sul do Líbano. O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde condenou o ataque, descrevendo as mortes como “inaceitáveis”. O Ministério da Saúde do Líbano afirma que mais de 800 pessoas foram mortas em ataques aéreos israelenses desde a escalada dos combates, e mais de 800 mil foram deslocadas de suas casas.
Israel afirma estar atacando áreas onde acusa o Hezbollah de armazenar armas e coordenar ataques. O Hezbollah começou a disparar foguetes em direção ao norte de Israel em apoio ao Irã logo após o início do conflito.
Enquanto isso, no Irã, pelo menos 15 pessoas foram mortas no sábado em ataques a uma zona industrial na província central de Isfahan. As autoridades iranianas, o Crescente Vermelho Iraniano e diversos grupos de direitos humanos estimam que entre 1.230 e 1.300 civis foram mortos desde o início da campanha EUA-Israel. Os números não foram verificados de forma independente.
Um dos incidentes mais mortais ocorreu em 28 de fevereiro, o primeiro dia do conflito, quando um míssil destruiu uma escola primária feminina em Minab. A mídia iraniana afirma que entre 168 e 180 pessoas foram mortas, a maioria crianças.
Em meio a este cenário, as tensões regionais continuaram a aumentar. O Ministério da Defesa da Arábia Saudita afirma ter interceptado e destruído sete drones sobre Riad e a Região Leste. Autoridades em Dubai e no Catar também relataram interceptações de defesa aérea no domingo, enquanto o Kuwait disse que um ataque com drone danificou os sistemas de radar em seu aeroporto internacional. Os militares de Israel afirmam ter interceptado mísseis lançados do Irã na madrugada de domingo. Os serviços de emergência relataram que o ataque tinha como alvo o centro de Israel.
Por fim, a embaixada dos EUA em Bagdá emitiu um novo alerta para que cidadãos americanos deixem o Iraque após um míssil atingir o complexo da embaixada no sábado. Em seu comunicado, a embaixada afirmou que os cidadãos americanos devem “deixar o Iraque agora”.




