20 anos de eternidade

Fragilidade de João Paulo II testemunhou entrega a Deus, diz missionário

Missionário da Canção Nova que acompanhou últimos anos de pontificado recorda morte do Papa João Paulo II, que completa 20 anos nesta quarta-feira, 2

Gabriel Fontana
Da Redação

Papa João Paulo II na Audiência Geral de 12 de janeiro de 2005 / Foto: REUTERS/Max Rossi MR/WS

O fim de uma longa peregrinação nesta terra e o início da vida eterna no céu. Nesta quarta-feira, 2, completam-se 20 anos desde o falecimento do Papa João Paulo II, posteriormente proclamado santo da Igreja Católica.

Os últimos meses de vida do Pontífice, marcados pelo enfrentamento do mal de Parkinson que o acometeu, emocionaram fiéis em todo o mundo. Missionário da Comunidade Canção Nova, Rodrigo Luiz dos Santos esteve em Roma nos últimos três anos de pontificado e vida de João Paulo II, e recorda o sentimento em acompanhar os últimos passos do Papa polonês.

“Com seu testemunho de vida e magistério, João Paulo II ensinou a coragem para seguir a Jesus até às últimas consequências”, afirma o missionário. Operador de câmera na época, ele acompanhou, através das lentes, o calvário enfrentado pelo Santo Padre, indicando que “sua vida deixou marcas de resiliência, esperança e misericórdia”.

À esquerda, Rodrigo exerce sua missão como operador de câmera. À direita, o missionário em um de seus encontros com o Papa João Paulo II / Fotos: Arquivo pessoal

O enfrentamento da doença

Rodrigo Luiz dos Santos / Foto: Arquivo pessoal

Rodrigo conta que teve a oportunidade de se encontrar pessoalmente com João Paulo II em quatro ocasiões. O olhar e a oração foram os elementos que mais o marcaram. Quando o Papa era hospitalizado, o missionário ficava de plantão em frente ao Hospital Gemelli.

“A fragilidade de João Paulo II era um testemunho de perseverança e docilidade à vontade de Deus”, expressa. “Diante do enfrentamento da enfermidade, João Paulo II testemunhou o que ele havia escrito na Encíclica Salvifici Doloris sobre sofrimento humano, sacrifício, amor, perdão, ajuda, portanto, como encontrar o sentido redentor nas adversidades”, complementa.

O missionário lembra, com detalhes, do momento em que recebeu o anúncio da morte do Papa. O fundador da Comunidade Canção Nova, padre Jonas Abib, e ele haviam saído da Rádio Vaticano rumo à Praça São Pedro e, chegando lá, receberam a notícia dada pelo Cardeal Leonardo Sandri: “Caros irmãos e irmãs, às 21h37, o nosso amado Papa João Paulo II voltou à casa do Senhor. Rezemos por ele”.

Um pontificado fruto de sua história

Darlene Castro / Foto: Arquivo pessoal

A também missionária da Comunidade Canção Nova, Darlene Castro, conta que, ao saber do falecimento de João Paulo II, o sentimento foi de perda de uma pessoa muito próxima. “Esse sentimento de pertença, de fazer parte do seu pontificado, de ser vista por ele como jovem, gerava proximidade e doía bastante”, partilha.

Por outro lado, Darlene observa que acompanhar este período de sofrimento enfrentado pelo Papa transmitia uma mensagem quanto à necessidade de ir até o fim. Na sua visão, este foi um dos ensinamentos deixados pelo Pontífice. Darlene destaca ainda o aprendizado de que, mesmo diante de erros e fraquezas, a vida humana pode ser redimida por Deus.

A missionária não pôde conhecê-lo em vida, mas visitou o país natal do Santo Padre. Na Cracóvia, onde João Paulo II ainda era Karol Wojtyla, ela conta que teve uma forte experiência ao percorrer os caminhos que ele fez. “O pontificado de João Paulo II”, conclui, “é fruto de sua história, potencializada pelo Espírito Santo”.

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