Papa preside tradicional Via-Sacra no Coliseu

Em breve reflexão, Francisco destacou que na cruz vemos a monstruosidade do homem quando se deixa guiar pelo mal, mas ao mesmo tempo a grandiosidade da misericórdia de Deus

Liliane Borges
Da Redação

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Papa Francisco durante Via Sacra no Coliseu em Roma

O Papa Francisco presidiu nesta sexta-feira, 18, a tradicional Via-Sacra no Coliseu. Cerca de 300 mil fiéis, de várias partes do mundo, participaram do rito. Neste ano, o Pontífice escolheu o bispo de Campobasso, periferia de Roma, Dom Giancarlo Bregantini, para realizar as meditações.

As 14 estações trouxeram reflexões sobre os dramas vividos no mundo, como a crise econômica, a violência contra as mulheres, a dor das mães que perderam tragicamente os seus filhos, a situação dos imigrantes, a luta contra as drogas e o álcool.

Em cada estação, duas pessoas levaram a cruz em procissão, entre elas, o Vigário da Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, moradores de rua, um operário, um empresário, idosos, crianças e portadores de necessidades especiais.

Para a leitura das meditações, foram escolhidos a atriz italiana Virna Lisi e o jornalista Orazio Coclite. A oração do Pai Nosso no final de cada estação, foi conduzida pela jornalista Simona De Santis.

Durante todo o rito o Papa permaneceu em silêncio e oração no terraço Palatino, localizado no Foro Imperial, acompanhado pelos cerimoniários pontifícios. Na 14ª Estação a cruz foi levada diante do Pontífice, que após a leitura da meditação, fez um breve discurso.

Francisco destacou que na cruz Jesus colocou toda a arrogância do mundo, todo ódio, todos os males que afligem os homens, pois ela resume toda a tortura do mal. Destacou que era uma cruz pesada, assim como a que hoje é carregada pelas pessoas que sofrem.

“Na cruz vemos a monstruosidade do homem quando se deixa guiar pelo mal. Mas vemos, ao mesmo tempo a grandiosidade da misericórdia de Deus que não nos trata segundo as nossas faltas”, enfatizou.

O Pontífice fez a oração composta por São Gregório Magno, que destaca o grande ato de amor de Deus que morre na cruz para a salvação do homem.

Por fim, o Santo Padre convidou todos a recordarem os enfermos, as pessoas abandonadas sob o peso da cruz, para que encontrem na provação a força da esperança contida na Ressurreição e no amor de Deus. A Via-Sacra foi encerrada com a bênção apostólica.

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