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Santa Teresa de Ávila

Papa: oração não é para coisas extraordinárias, mas para nos unir a Cristo

Francisco enviou videomensagem aos participantes do congresso que celebra o cinquentenário do Doutorado de Santa Teresa de Ávila

Da redação, com Vatican News

Foto: Daniel Ibanez – CNA

Oração não é para coisas extraordinárias, mas para nos unir a Cristo. Foi o que afirmou o Papa Francisco em videomensagem enviada ao Congresso Internacional “Mulher excepcional”. Evento acontece por ocasião do cinquentenário do Doutorado de Santa Teresa de Ávila. 

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O Pontífice recordou que a oração fez de Santa Teresa “uma mulher excepcional, uma mulher criativa e inovadora”. O Santo Padre também destacou que o que mede a perfeição das pessoas é seu grau de caridade.

“Determinação determinada”

Francisco iniciou sua mensagem recordando a expressão ‘mulher excepcional’. Ela dá o título ao encontro e foi usada por São Paulo VI.

“Estamos falando de uma pessoa que se destacou em muitos aspectos”. Segundo o Papa, a santa valorizava seu encontro com o Senhor, sua ‘determinação determinada’, como ela mesma diz, de perseverar em união com Ele através da oração, sua firme intenção de realizar a missão que lhe foi confiada pelo Senhor, a quem ela se oferece com simplicidade.

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“A ousadia, criatividade e excelência de Santa Teresa como reformadora são frutos da presença interior do Senhor”, observou.

Cristãos chamados a renovar a face da terra

“Dizemos que ‘não estamos vivendo em uma época de mudanças, mas em uma mudança de época’. E neste sentido, nossos dias têm muitas semelhanças com os do século XVI em que a santa viveu”.

O Santo Padre compara que, como naquela época, agora os cristãos são chamados a assegurar que, através deles, o poder do Espírito Santo continue a renovar a face da terra. Isso, na certeza de que, no final, são os santos que permitem que o mundo avance em direção a seu objetivo final.

A oração serve para nos unir a Cristo

“Os santos nos estimulam e nos motivam”, reitera o Papa na sua mensagem, “mas eles não estão lá porque tentamos literalmente copiá-los, a santidade não pode ser copiada”.

O que importa, de acordo com o Pontífice, é que cada crente possa discernir seu próprio caminho, pois cada um tem seu próprio caminho de santidade, de encontro com o Senhor.

De fato, explicou o Santo Padre, a própria Santa Teresa adverte suas monjas que a oração não é para experimentar coisas extraordinárias, mas para nos unir a Cristo. “O sinal de que esta união é real são as obras de caridade”, sublinhou.

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O Papa explica ainda que não se deve ficar preocupado pelo grau de devoção para consolar ou para rezar.

 “Não, minha irmã! O Senhor quer obras. Ele quer, por exemplo, que você não se importe de perder essa devoção de consolar uma pessoa doente a quem você vê que pode ser de alívio, fazendo com que ela sofra o seu próprio sofrimento, jejuando, se necessário, para lhe dar comida… É nisto que consiste a verdadeira união com a vontade de Deus”!

Concluindo seu pensamento, Francisco afirmou: “O que mede a perfeição das pessoas é seu grau de caridade, não a quantidade de dados e conhecimentos que elas podem acumular”.

Da oração à fraternidade

A oração fez de Santa Teresa “uma mulher excepcional, uma mulher criativa e inovadora”. A partir da oração, o Santo Padre afirma que Doutora da Igreja descobriu o ideal de fraternidade. Um ideal que ela queria realizar nos conventos que fundou; um ensinamento que hoje também é válido quando há “pequenas brigas” entre os conventos.

Como a santa, o Papa frisou que vivemos em “tempos difíceis”, tempos não fáceis, que precisam dos “amigos fiéis de Deus”, amigos fortes.

A grande tentação é ceder à desilusão, à resignação, ao triste e infundado presságio de que tudo vai dar errado, exortou o Pontífice.

“O pessimismo estéril, o pessimismo de pessoas incapazes de dar vida. Um pessimismo que tranca as pessoas em seus refúgios”, alertou. 

Por outro lado, de acordo com Francisco, a oração nos abre, permite-nos provar que Deus é grande, que Ele está além do horizonte, que Deus é bom, que Ele nos ama e que a história não escapou de Suas mãos.

“Podemos caminhar por caminhos escuros (cf. Sl 23,4), não tenhais medo se o Senhor está convosco, Ele não cessa de caminhar ao nosso lado e de nos conduzir ao objetivo que todos desejamos: a vida eterna”.

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