Sala Clementina

Papa discursa a participantes de Congresso sobre câncer

Francisco falou aos participantes do Congresso de Cirurgia Oncológica que acontece em Roma nestes dias

Da redação, com Rádio Vaticano

O Papa Francisco concluiu sua série de audiências, na manhã deste sábado, 12, na Sala Clementina, recebendo um grupo de cerca de 120 participantes do Congresso de Cirurgia Oncológica, que se realiza em Roma.

Em seu breve discurso, o Santo Padre afirmou que a pesquisa científica multiplicou as possibilidades de prevenção e de cura, descobriu terapias para o tratamento das patologias mais variadas.

“Vocês também trabalham para isto. Trata-se de um serviço de alta importância que dá resposta às expectativas e às esperanças de muito enfermos no mundo inteiro. Mas, para falar de plena saúde, é preciso não perder de vista a pessoa humana, uma unidade de corpo e alma, criada à imagem e semelhança de Deus. Estes dois elementos são distintos, mas não separados porque a pessoa é una”.

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Logo, segundo o Santo Padre, a enfermidade, a experiência da dor e do sofrimento, também não se referem apenas à dimensão corpórea, mas ao homem na sua totalidade. Neste sentido, o Pontífice ressaltou a exigência de uma cura integral, que leve em consideração a pessoa no seu conjunto e que una aos cuidados médicos também a ajuda humana, psicológica e social, o acompanhamento espiritual e o apoio aos familiares do enfermo.

“É indispensável que os agentes no campo da saúde ‘sejam guiados por uma visão integralmente humana da enfermidade e saibam dar assistência ao doente que sofre’. A partilha fraterna com os enfermos nos abre à verdadeira vida humana, que compreende também a sua fragilidade, a fim de que possamos reconhecer a dignidade e o valor de cada ser humano, desde a sua concepção até a morte natural”, recomendou o Papa, partindo do Motu proprio de João Paulo II “Dolentium hominum”.

O Pontífice concluiu sua reflexão aos participantes do Congresso de Cirurgia Oncológica recordando que durante a Semana Santa, que está para iniciar, o sofrimento humano foi assumido e redimido por Deus-Amor. “Somente Cristo dá sentido ao escândalo da dor inocente”, completou.

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