Homilia

Papa: Deus com a sua ternura se aproxima de nós e nos salva

Ternura de Deus foi o ponto central da homilia do Santo Padre nesta quinta-feira

Da Redação, com Rádio Vaticano

O Papa Francisco celebrou a Eucaristia na Capela da Casa Santa Marta nesta quinta-feira, 14, e a sua homilia teve como ponto central a ternura de Deus. O tema é sugerido pela Primeira Leitura extraída do Livro do Profeta Isaías e do Salmo 144 que diz: “A sua ternura abraça toda criatura”.

A imagem apresentada por Isaías é a de um Deus que fala ao homem como um pai fala ao seu filho, abaixando a voz para torná-la mais parecida à voz da criança. Primeiramente, o tranquiliza, fazendo um carinho: “Não temais. Eu vos ajudarei”.

“Parece que o nosso Deus quer cantar para nós uma canção de ninar. O nosso Deus é capaz disso. A sua ternura é assim: é pai e mãe. Muitas vezes diz: “Se uma mãe se esquecer do filho, eu não o esquecerei. Ele nos leva em suas vísceras. É o Deus que com esse diálogo se faz pequeno para nos entender, para fazer com que tenhamos confiança Nele e possamos dizer-lhe com a coragem de Paulo que muda a palavra e diz: Papai, Abba. Papai é a ternura de Deus”. 

“É verdade que às vezes Deus nos dá umas pancadas”, disse o Papa. “Ele é grande, mas com a sua ternura se aproxima de nós e nos salva. Este é um mistério e uma das coisas mais bonitas”. “É o Deus grande que se faz pequeno e em sua pequenez não deixa de ser grande. E nessa dialética grande é pequeno, existe a ternura de Deus. O grande que se faz pequeno e o pequenos que é grande. O Natal nos ajuda a entender isso: na manjedoura, o Deus pequeno. Lembro-me de uma frase de Santo Tomás, na primeira parte da Suma Teológica. Querendo explicar: “O que é o divino? O que é a coisa mais divina?, diz: “Non coerceri a maximo contineri tamen a minimo divinum est”, ou seja, não se espante com as coisas grandes, mas considere as coisas pequenas. Isso é divino, as duas coisas juntas.”

Francisco explicou ainda que Deus não só ajuda, mas faz também promessas de alegria, de uma grande colheita, para facilitar a ir adiante. O Deus que, repete o Papa, não só é pai mas é papai. “Sou capaz de falar com o Senhor assim ou tenho medo? Cada um responda. Mas, alguém pode dizer, pode perguntar: “Qual é o local teológico da ternura de Deus? Onde pode ser encontrada a ternura de Deus? Qual é o lugar onde a ternura de Deus se manifesta melhor? Na chaga. As minhas chagas, as suas chagas, quando se encontram a minha e a sua chaga. Em suas chagas fomos curados”.

O Papa recordou a Parábola do Bom Samaritano: ali alguém se inclinou para ajudar o homem que caiu nas mãos dos assaltantes e o socorreu limpando as suas feridas e pagou para ser medicado. Eis “o lugar teológico da ternura de Deus: as nossas chagas”. Francisco concluiu exortando a pensar durante o dia no convite do Senhor. “Mostra-me as suas chagas. Quero curá-las”.

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