Mensagem

Igreja necessita de profetas da esperança, diz Papa a religiosos

Francisco enviou nesta terça-feira, 13, uma mensagem à XVI Assembleia Geral da Conferência Espanhola de Religiosos iniciada hoje em Madri

Da redação, com Vatican News

Papa Francisco enviou nesta terça-feira, 13, uma mensagem à XVI Assembleia Geral da Conferência Espanhola de Religiosos (CONFER). O evento, iniciado hoje em Madri, será concluído nesta quinta-feira, 15, e tem como lema: “Darei a vós um futuro repleto de esperança”. Em sua mensagem, o Santo Padre enfatizou: “A Igreja precisa de nós profetas, isto é, homens e mulheres de esperança”.

“O Senhor nos dá esperança com suas constantes mensagens de amor e com suas surpresas, que às vezes podem nos deixar desorientados, porém nos ajudam a sair de nossos fechamentos mentais e espirituais. Sua presença é de ternura, nos acompanha e nos compromete”, disse o Pontífice.

Francisco comentou sobre o caminho realizado pela CONFER, e sublinhou que a conferência tem uma história frutífera, cheia de exemplos de dedicação e santidade oculta e silenciosa. Neste sentido, o Santo Padre afirmou que nenhum esforço deve ser poupado para servir e encorajar a vida consagrada espanhola.

“Que não lhe falte a memória agradecida nem o olhar para o futuro, porque não há dúvida de que o estado de vida religiosa, sem esconder incertezas e preocupações, está cheio de oportunidades e também de entusiasmo, paixão e consciência de que a vida consagrada hoje tem sentido”, pontuou.

Diante das dificuldades que a vida religiosa enfrenta, o Papa citou a diminuição das vocações e o envelhecimento de seus membros, os problemas econômicos e os desafios da internacionalidade e da globalização, as insídias do relativismo, a marginalização e a irrelevância social. “Nossa esperança se eleva ao Senhor, o único que pode nos ajudar e nos salvar”, comentou Francisco, que afirmou: “A esperança leva-nos a pedir ao Senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe, e trabalhar na evangelização dos jovens para que se abram ao chamado do Senhor. Estar ao lado dos jovens é um grande desafio”.

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No contexto atual, o Pontífice identificou a necessidade de religiosos audazes, que abram novos caminhos e abordou a questão vocacional como opção fundamental cristã. “Cada tempo da história é tempo de Deus, também o nosso, pois o Espírito sopra onde quer, como quer e quando quer. Por isso, qualquer momento pode transformar-se em um ‘Kairós’. É preciso somente estar atentos para reconhecê-lo e vivê-lo como tal”, alertou.

O Santo Padre frisou que os religiosos devem ser obstinados, e se cansar, vivendo as obras de misericórdia, que são programa de vida. Segundo o Pontífice, não se trata de ser heróis nem de se apresentar aos outros como modelos, mas estar com aqueles que sofrem, acompanhar, buscar com outros caminhos alternativos, conscientes da pobreza particular, mas também com a confiança depositada no Senhor e no seu amor sem limites.

“Daí a necessidade de voltar a ouvir o chamado a viver com a Igreja e na Igreja, deixando os nossos esquemas e confortos, para estar próximos das situações humanas de sofrimento e desesperança que esperam a luz do Evangelho. Os tempos mudaram e as nossas respostas devem ser diferentes”, disse o Papa. O Pontífice encorajou os religiosos a darem uma resposta tanto a situações estruturais que exigem novas formas de organização, como a necessidade de sair e buscar novas presenças para ser fiéis ao Evangelho e canais do amor de Deus.

O Papa encerrou, afirmando que a vida de oração, o encontro pessoal com Jesus Cristo, o discernimento comunitário e o diálogo com o bispo devem ser uma prioridade na tomada de decisões. “Temos que viver com humilde audácia olhando para o futuro e em atitude de escuta do Espírito, com ele podemos ser profetas da esperança”, disse o Santo Padre ao concluir, concedendo sua bênção aos participantes da Assembleia.

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