Em plenária no Vaticano

Este é o tempo dos leigos na Igreja, recordou o Papa neste sábado

Francisco recebeu os participantes da plenária do Conselho Pontifício para os Leigos, no Vaticano

Da redação, com Rádio Vaticano

Com o Concílio Vaticano II “soou a hora dos leigos”. A expressão é de João Paulo II, mas foi recordada neste sábado, 7, pelo Papa Francisco, ao receber os 80 participantes na assembleia plenária do Conselho Pontifício para os Leigos, que decorreu nos últimos dias em Roma.

O Santo Padre congratulou-se com diversas iniciativas recentes deste Dicastério da Cúria Romana, como o Congresso Pan-africano de Setembro do ano passado sobre a formação dos leigos na África, e também o Seminário de Estudo por ocasião dos 25 anos da Encíclica “Mulieris dignitatem”, de João Paulo II.

Não faltou uma alusão e um agradecimento pela Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro – “uma verdadeira festa da fé”, que (disse) “pôs em evidência a dimensão missionária da vida cristã, a exigência de sair ao encontro dos que esperam a água viva do Evangelho, ao encontro dos mais pobres e excluídos”.

Detendo-se especificamente sobre o tema desta plenária – “Anunciar Cristo na era digital”, o Papa Francisco disse tratar-se de um campo privilegiado para a ação dos jovens e reconheceu que a Internet, realidade complexa e em contínua evolução, relança a “questão sempre atual da relação entre fé e cultura”.

Consciente das oportunidades e dos perigos da rede digital, sabendo que aí se encontram “moedas falsas, ilusões perigosas e armadilhas que há que evitar”, o Papa encorajou um uso positivo dos novos meios de comunicação.

“É indispensável estar presente, sempre com estilo evangélico, naquilo que para tantos, especialmente jovens, se tornou numa espécie de ambiente de vida, para despertar as perguntas irreprimíveis do coração sobre o sentido da existência e indicando o caminho que leva àquele que é a resposta… o Senhor Jesus”, disse o Pontífice.

Para tal, “não basta adquirir competências tecnológicas, por muito importantes que sejam. Trata-se antes de mais de encontrar homens e mulheres reais, muitas vezes feridos ou desorientados, para lhes oferecer autênticas razões de esperança”, concluiu o Papa Francisco.

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