Audiência no Vaticano

Desequilíbrios aumentam a marginalização, afirma Papa

Francisco recebeu, neste sábado, 27, no Vaticano, 100 presidentes da União das Províncias Italianas

Da redação, com Agência Brasil

Papa com os 100 presidentes da União das Províncias Italianas/ Foto: Vatican Media

O Papa Francisco encontrou na manhã deste sábado, 27, na Sala Clementina, no Vaticano, 100 presidentes da União das Províncias Italianas. Em seu discurso, ao cumprimentar os presentes, o Santo Padre os agradeceu pela oferta que fizeram à Esmolaria Apostólica para ajudar os mais necessitados.

“Nosso tempo é caracterizado pelo desenvolvimento, cada vez mais rápido, de tecnologias sofisticadas e pelo progresso da pesquisa científica em diversos âmbitos. Isto poderia levar a supor que a ciência, a tecnologia e a livre iniciativa dos indivíduos são capazes de corresponder, eficazmente, com as necessidades da pessoa e da sociedade, impedindo o surgimento de todo tipo de marginalização e dando vida a uma sociedade harmoniosa, sem pobreza e exclusão”, disse Francisco em seu discurso.

Além dos benefícios e desenvolvimentos positivos, nos diversos setores, o Santo Padre chamou atenção para os desequilíbrios que permanecem e até aumentam a marginalização. Para o Pontífice é preciso contribuição e esforço inteligente e solidário de todos para que o problema possa ser solucionada.

“Daqui, a necessidade de um trabalho de grupos e associações da sociedade civil e da ação consciente e constante, em diferentes níveis. As Províncias são expressão de um desses níveis, em que os poderes públicos são estruturados. De fato, surgem da agregação dos territórios, com um tecido histórico e cultural homogêneo, que justifica a sua longevidade e idoneidade”, acrescentou.

As áreas, em que as Províncias da Itália desenvolvem suas competências, são, segundo o Papa, as que cuidam das intervenções em defesa do solo e da consolidação das áreas de risco: viabilidade, grandes centros urbanos e escolas. De acordo com Francisco, elas garantem as condições ambientais necessárias e adotam medidas para evitar a degradação ambiental ou estrutural da Casa Comum.

As Províncias, por causa da sua longa história, – frisou por fim o Papa – devem estar cientes da importância do bem comum, que devem ser mantidos através de projetos e políticas, escolas e estradas seguras. Por isso, exortou:

“Não posso deixar de expressar meu desejo de que todos continuem, com coragem e determinação, seu precioso trabalho, fazendo com que as Províncias sejam um centro propulsor de uma mentalidade, que saiba estabelecer o objetivo de um desenvolvimento realmente sustentável; que sejam inseridas na harmonia da imensa rede de relações e conquistas, proporcionadas pela natureza, pela história, pelo trabalho e pelo engenho das gerações que nos precederam”.

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