Ecumenismo

Católicos e Anglicanos assinam declaração comum, no Vaticano

Na declaração, os líderes se afirmam impacientes em progredir no diálogo, afim proclamar a todos o Evangelho salvífico de Cristo

Da redação

O Papa Francisco e o Primaz da Igreja da Inglaterra, o Arcebispo de Cantuária, Justin Welby, assinaram nesta quarta-feira, 5, uma declaração comum na qual recordam os cinquenta anos de empenho das duas Igrejas pela unidade.  O encontro ocorreu na Igreja dos Santos Andrea e Gregorio al Celio, em Roma.

declaração conjunta

Foto: Reprodução CTV

“Há cinquenta anos os nossos predecessores, Papa Paulo VI e o Arcebispo Michael Ramsey, encontraram-se nesta cidade, tornada sagrada pelo ministério e pelo sangue dos Apóstolos Pedro e Paulo. Mais tarde, João Paulo II e os Arcebispos Robert Runcie e George Carey, o Papa Bento XVI e o Arcebispo Rowan Williams, rezaram juntos nesta Igreja de São Gregório al Celio, de onde o Papa Gregório enviou Agostinho para evangelizar os povos anglo-saxões. Em peregrinação ao túmulo destes Apóstolos e Santos Padres, Católicos e Anglicanos se reconhecem herdeiros do tesouro do Evangelho de Jesus Cristo e do chamado para compartilhá-lo com todo o mundo”, diz o texto.

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A declaração recorda o histórico encontro de 1996, entre o Papa Paulo VI e o Arcebispo Ramsey, que instituíram a Comissão Internacional anglicano-católica, para “perseguir um sério diálogo teológico” que, “alicerçado nos Evangelhos e nas antigas tradições comuns”, conduz à “unidade na Verdade pela qual Cristo rezou”.

“Há cinquenta anos os nossos predecessores reconheceram os “sérios obstáculos” que impediam o caminho do restabelecimento de uma partilha completa da fé e da vida sacramental entre nós. Não obstante isto, na fidelidade à oração do Senhor para que os seus discípulos sejam um só, não se desencorajaram em iniciar o caminho, mesmo sem saber quais passos poderiam ser dados ao longo da estrada. Grande progresso foi realizado em muitos âmbitos que nos mantiveram distantes”.

Ainda no texto, os dois líderes cristãos reconhecem que as divergências entre as Igrejas não podem impedir o reconhecimento recíproco como irmãos e irmãs em Cristo em razão do Batismo comum.

Por fim, declaram: “Estamos impacientes em progredir para poder estar plenamente unidos em proclamar a todos, nas palavras e nos fatos, o Evangelho salvífico e curador de Cristo”.

.: Leia a íntegra da declaração

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