Jubileu dos Enfermos

Como Jesus, Igreja deve ser ombro amigo para os doentes, diz padre

Por ocasião do Jubileu dos Enfermos, Cônego João Mildner recorda missão da Igreja de viver a comunhão com os que sofrem

Kelen Galvan
Da redação

Papa Francisco abraça criança durante visita ao Hospital pediátrico Bambino Gesù em março de 2024 / Foto: Riccardo De Luca – Anadolu via Reuters Connect

O cuidado e o acolhimento dos enfermos é uma das ações mais antigas da Igreja Católica. O próprio Jesus demonstrou especial atenção aos doentes, como é descrito em tantas passagens do Evangelho de São Marcos. Além disso, cuidar dos doentes foi uma das missões que Jesus confiou aos seus apóstolos (cf. Mc 16,18).

Devido à sua especial importância, neste fim de semana acontece em Roma o Jubileu dos Enfermos e do Mundo da Saúde. Para este evento jubilar foram convidados, de forma especial, os doentes e todos os profissionais, voluntários e agentes da Pastoral da Saúde, com suas respectivas famílias.

“É com o coração em festa que as comunidades hospitalares receberam o anúncio do Jubileu feito pelo Papa Francisco. É muito singelo Francisco ter no seu coração a figura dos enfermos”, afirma o Vigário Episcopal para a Pastoral da Saúde e dos Enfermos da Arquidiocese de São Paulo, Cônego João Inácio Mildner.

Serviço aos doentes

Cônego João Inácio Mildner / Foto: Arquivo Pessoal

O cônego cita uma frase de São Camilo, que diz: “O quarto do enfermo é uma Igreja. Seu leito é um altar. Sobre o altar está Cristo na pessoa do enfermo”, e afirma que é preciso ter uma “grande reverência” ao realizar um atendimento”.

Diante disso, Cônego Mildner espera que este jubileu “desperte em todas as comunidades um profundo ardor no serviço aos doentes”. “‘Que não haja mais um enfermo sem a assistência da Igreja’, nos pede nosso Cardeal Odilo Scherer. Isto é ser Igreja de portas abertas”, afirmou.

“Neste Jubileu de Esperança, todos os profissionais de saúde, com um coração cheio de amor, são convidados a ver no enfermo o próprio Cristo sofredor. Como diz o Papa Francisco, são uma multidão de anjos a serviço da humanidade’. Que eles sejam como nossa mãe Maria que sobe para as montanhas para servir sua prima Isabel. Isto é ser hospital de campanha: ir ao encontro de quem precisa de seus serviços”, enfatizou.

Ser o rosto misericordioso de Jesus

O cônego, que atua há mais de 33 anos no Hospital Emilio Ribas em São Paulo, destaca que “a Pastoral da saúde e dos enfermos foi fundada pelo próprio Jesus”, conforme afirma o Cardeal Odilo Scherer.

“É missão da Igreja viver esta profunda comunhão com os que sofrem. Nossa missão junto aos enfermos, familiares e profissionais da saúde é ser o ombro amigo e fraterno que Jesus sempre teve em relação aos enfermos. Basta lembrar o exemplo que Jesus nos dá na Parábola do Bom Samaritano (cf. Lc 10,25-37). É preciso nos esvaziar de nós mesmos para sermos o rosto misericordioso de Jesus, cheio de ternura e amor”, destaca Padre João Mildner.

Ele explica que talvez pareça contradição ser um sinal de esperança em meio ao sofrimento dos enfermos. “Mas se parecer difícil, eu digo ‘sorria, por favor’. Existe coisa mais linda que um sorriso? O sorriso é sinal daquela ‘esperança que não decepciona'”, afirmou o cônego.

 

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