Especialistas alertam pais e responsáveis a verificar a faixa etária e o selo do Inmetro
Com a chegada do Dia das Crianças, cresce a busca por brinquedos para presentear os pequenos. No entanto, é fundamental ter cuidado na escolha, evitando produtos falsificados e observando sempre a faixa etária indicada.
Reportagem de Luciana Santos e Antonio Matos
Escolher o brinquedo perfeito para o Dia das Crianças pode ser uma tarefa divertida. Carlos Eduardo, de 9 anos, já fez a sua escolha. “Um gorila. É tipo um gorila lá que é tipo um squish que você no chão, ele se deforma e você pode formar ele”, disse a criança.
Mas na hora de comprar é preciso cuidado com a segurança, a origem do produto e a qualidade dos materiais. Uma forma de evitar acidentes. “É sempre verificar se o brinquedo está certificado, se tem o selo do Inmetro. Isso é uma garantia da segurança e que a criança não terá problema com relação ao brinquedo”, apontou o diretor executivo do Procon(SP), Luiz Orsatti.
No Brasil, o selo do Inmetro é obrigatório para todo tipo de brinquedo, incluindo os importados. Ele deve estar impresso na embalagem ou com uma etiqueta no próprio produto.
A idade da criança é um critério fundamental na escolha do brinquedo. Peças pequenas ou complexas oferecem riscos aos menores. O ideal é selecionar opções seguras e compatíveis com cada fase do desenvolvimento motor e cognitivo.
“A idade é essencial. Não adianta, no caso, levar um produto para uma criança de 6 anos, se a mesma, por exemplo, tem dois, três aninhos, eu acho que a diferença é muito grande. Não é um produto adequado para aquela determinada criança. Tem que obedecer. Por isso que já se é colocado, marcado em todos os produtos a idade média daquele determinado brinquedo”, aconselhou o gerente, Ondamar Ferreira.
Dona Maria Gedalva cuida com atenção da segurança dos netos e sabe exatamente o que observar. “Pro de 3 anos, a gente pode escolher um brinquedo assim. Pro de um aninho, a gente tem que escolher um brinquedo que ele não possa engolir as peças”, contou a aposentada.
O Procon alerta para compras online que exigem cuidados. “Tenha cautela e só entre em sites oficiais. Aqui no Procon a gente tem uma lista de sites e perfis que devem ser evitados. Então tem essa informação consigo”, retomou Luiz.
A mãe de Carlos Eduardo aprovou a escolha do filho. “Faço tudo por ele e ele pediu gorila, eu vou dar. Apesar que tá um pouquinho desobediente, mas vou dar”, completou a dona de casa, Camila Alves Lopes.
Seja no comércio local ou nas plataformas online, a prioridade é clara: garantir segurança e proporcionar momentos de felicidade para as crianças.




