NEGOCIAÇÕES

Trocas de partidos aumentam durante janela partidária nacional

Fim da janela partidária marca a intensificação das pré-campanha

Termina em três de abril o prazo para as trocas partidárias sem punições para quem ocupa um mandato no legislativo. As próximas semanas devem ser de intensa negociação política para definir os partidos e projetar os futuros candidatos.

Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro

O prazo de 30 dias abre a disputa dos partidos para a montagem da chamada nominata, a lista dos candidatos que vão representar as siglas nas disputas para os cargos nas eleições proporcionais.

Os nomes com maior potencial de votos são cortejados na tentativa de ampliar a influência dos partidos. O fim da janela partidária marca a intensificação das pré-campanhas. Os partidos testam os nomes para as eleições e intensificam as articulações. Em 4 de abril, termina o prazo para a filiação partidária e a transferência do domicílio. O período é marcado pela redução da atividade parlamentar e a concentração de esforços na corrida eleitoral. 

Os prazos do calendário eleitoral devem ser seguidos à risca. O descumprimento pode impedir a candidatura e até a posse dos eleitos. “O próprio Parlamento com deputados e senadores fazendo contas, estabelecendo possibilidades de romper o consciente eleitoral e também vendo quais nominatas e quais legendas esses parlamentares terão mais condições e chances para que continuem na política a partir do ano de 2027”, explicou o cientista político, Alexandre Bandeira. 

Também termina em abril o prazo para que os ocupantes de cargos públicos deixem suas funções para concorrer em outubro. Ministros de Estado, secretários e governadores que desejam disputar outros cargos precisam renunciar até 6 de abril. 

O ministro da fazenda, Fernando Hadad, e os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, já deixaram os cargos para disputar as eleições.

Pelo menos 13 governadores devem renunciar para disputar outros cargos nas eleições de outubro. 

“O objetivo da desincompatibilização de quem ocupa cargos públicos para ser candidato nas próximas eleições é justamente evitar o uso da máquina administrativa, o uso da máquina e do dinheiro público em prol dessas candidaturas”, concluiu o professor de direito eleitoral, Alberto Rolo.

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.

↑ topo
Skip to content