Autoridades públicas e cidadãos se mobilizam em ato solidário
Nossa equipe de reportagem esteve em Juiz de Fora, no fim de semana, e viu de perto o sofrimento das famílias afetadas pelas chuvas que atingiram com força a Zona da Mata mineira. Em meio aos escombros e à busca por recomeço, a tragédia reforça o apelo da Campanha da Fraternidade 2026 pelo direito de todos a um lar seguro e digno.
Reportagem de Vinicius Cruz e Jairo Rec
A dor das famílias atingidas pelas chuvas que devastaram a Zona da Mata Mineira reforça a reflexão proposta pela campanha da fraternidade deste ano, que traz como tema fraternidade e moradia. “A gente perdeu tudo, a gente perdeu nossa casa. Daqui para frente agora é seguir do zero. Deus ajuda nós”, comentou o marceneiro, Eraldo José da Silva.
“A situação está muito triste porque todos perderam tudo”, afirmou a faxineira, Ana Paula Rezende. “Se você olhar para cima, não tem condições de mais nada. Aqui não é lugar mais para ser humano viver, porque isso daqui não é a primeira vez que acontece”, retomou ela.
O desastre deixou 72 mortos, um desaparecido e milhares de pessoas desabrigadas e desalojadas. A tragédia entrou para a história como um dos eventos climáticos mais extremos já registrados na região.
“Cenário de devastação. Pessoas que hoje estão sem casa, pessoas que estão hoje vivendo em abrigos num momento de incerteza, precisamos de investimentos em prevenção, em contenção de encostas. Nós precisamos disso”, apontou o Ministro das Cidades, Jader Filho.
Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais indicam que Juiz de Fora ocupa a nona posição entre cidades brasileiras com maior número de moradores em áreas de risco para deslizamentos, enchentes e enxurradas em períodos de chuvas intensas.
Casas destruídas, famílias desabrigadas e comunidades inteiras em situação de vulnerabilidade. A realidade vivida na zona da Mata Mineira revela um dos principais desafios da campanha da fraternidade, o direito à moradia digna.
A proposta da Igreja no Brasil chama atenção para o déficit habitacional e para a situação de milhões de brasileiros que vivem em condições precárias de habitação. Realidade que se torna ainda mais dramática diante das tragédias naturais como esta. Paróquias, pastorais e grupos de voluntários da Igreja Católica se mobilizaram para arrecadar doações e prestar apoio às famílias atingidas, oferecendo abrigo, alimentos e assistência espiritual às vítimas.
Em meio à dor e ao processo de reconstrução, a mensagem da campanha da fraternidade ressoa como um apelo à solidariedade e ao compromisso com os mais vulneráveis, reafirmando que toda pessoa tem direito a um lar seguro e digno.
“Com Deus no coração e com a ajuda do povo brasileiro, porque a solidariedade é grande. Então isso daí que ajuda, se Deus quiser, a gente vai recuperar”, completou a cidadã.




