JUROS ALTO

Reunião do Copom mantém taxa Selic em 15% ao ano

Juros altos pressionam indústria e emprego

Crédito caro, parcelas altas e investimentos travados. Esse continua sendo o cenário da economia brasileira depois que o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano. A medida não agradou parte do setor produtivo, e a esperança de queda nos juros ficou mesmo para a próxima reunião em março.

Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro

A decisão da Autoridade Monetária Nacional não agradou o setor produtivo. Os juros altos encarecem o crédito e pressionam a atividade econômica. A Confederação Nacional da Indústria avalia que a decisão do COPOM não levou em consideração a desaceleração da inflação. Para a CNI, não faz sentido manter a taxa neste patamar com IPCA dentro da meta, 4,26%. 

A Central Única dos Trabalhadores e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção emitiram notas criticando a decisão do Banco Central. Para o líder do PT na Câmara, Lindberg Farias, o COPOM perdeu mais uma chance de começar a baixar os juros. Com inflação em dólar em queda, essa decisão não se justifica. “Se você não baixar a taxa Selic, você não estimula a produção econômica. Se você não estimula a produção econômica, você não tem uma movimentação de dinheiro. Isso não vai gerar arrecadação, isso não vai gerar emprego, isso não vai gerar muitos benefícios à população”, analisou o economista, Jadson Xavier. 

O economista afirma que a taxa já deveria ter iniciado uma trajetória de redução diante dos números da inflação. O índice nacional de preços ao consumidor amplo, o IPCA, que mede a inflação oficial, ficou dentro da meta estabelecida pelo Banco Central em 4,5%. “A perspectiva que agora na reunião de março tem uma baixa aí de 0,25. O mercado tá apostando para que seja 05. Então 0,5% baixando na economia é um impacto muito grande dentro da economia brasileira”, concluiu ele.

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