CUIDADOS

Proteção contra o sol é chave no combate ao câncer de pele

Veja quais cuidados se deve ter para prevenir a doença

Quatro de fevereiro reforça a conscientização: casos de câncer de pele aumentam no país, impulsionados pela falta de cuidados para evitar exposição excessiva ao sol.

Reportagem de Sidinei Fernandes e Vailton Justino

 

Maristela sempre foi uma apaixonada pelo mar. Por muitos anos, a praia foi seu destino favorito. “A gente tinha uma casa na praia e eu sempre fiquei na praia das 10 da manhã até 6 horas da tarde sem passar protetor”, lembrou a empresária, Maristela Ciarrochi.

E o resultado disso está nessa grande quantidade de exames que elucidam quatro cânceres de pele. “Eu ter me exposto ao sol como eu me expulso sem tomar cuidado. E às vezes a gente pensa exatamente isso. Na cabeça eu não tenho problema porque tem o cabelo. Tem que usar chapéu, sabe assim? Tem que se prevenir, porque você não imagina que vai acontecer isso”, retomou ela.

Casos de câncer de pele dispararam entre 2014 a 2025, de acordo com dados do painel Oncologia do Ministério da Saúde e compilados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Os diagnósticos anuais partiram de 4.237 em 2014 para 72.000 em 2025. No intervalo de 10 anos, foram 479.000 registros de câncer de pele no país. Cerca de 10% ou 49.000 pessoas perderam a luta para a enfermidade. Envelhecimento da população, exposição ao sol e mais diagnósticos são alguns fatores que justificam esse aumento.

“A exposição solar é o principal fator de risco pro surgimento de câncer de pele. E esse aumento de diagnóstico acontece principalmente na região Sul e Sudeste, onde a gente tem uma maior quantidade de população com pele clara e olhos claros”,  contou a dermatologista, Sabrina Aquino. 

Uma pinta preta com bordas irregulares, variações de cores e maior que 6 mm podem indicar o melanoma, tipo de câncer mais agressivo. Já feridas que sangram e não cicatrizam sinalizam o não melanoma. “Tudo isso deve chamar a atenção do paciente. Ele deve procurar um dermatologista para ser examinado”, constou Sabrina. 

Diante do avanço desse tipo de doença, dermatologistas defendem mais acesso a protetor solar, reforço das medidas preventivas e ampliação de exames e consultas para um diagnóstico mais precoce.

Tumores de pele em estágio inicial tem chance de cura superior a 90%. A prevenção inclui evitar exposição ao sol entre 10 da manhã e 4 da tarde, uso de óculos de sol, bastante protetor solar fator 50 a cada 2 horas e roupas que bloqueiam raios ultravioletas. 

E tem mais um alerta. “Todo bronzeamento é um sinal de inflamação da pele e prejudicial.

Não existe, infelizmente, bronzeamento saudável”, alertou a especialista. 

Maristela já fez 12 cirurgias. Faz acompanhamento dermatológico, oncológico e se cuida mais. O caso dela soa como um alerta de prevenção a esse tipo de enfermidade. “Se cuidem, cuide também da sua pele. Não é uma sentença de morte. Mas sim um chamado à conversão”, refletiu Maristela.

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