NEGÓCIO PRÓPRIO

Proposta aumenta limite de faturamento anual dos microempreendedores

Governo envia ao congresso projeto de lei com ampliação do limite de faturamento anual dos microempreendedores individuais. Teto deve passar para R$ 140 mil reais em 2028

Reportagem de Francisco Coleho e Alberes Cruz

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, publicou nas redes sociais que recebeu do governo o projeto de lei que amplia o limite de faturamento dos microempreendedores individuais.

Atualmente, o teto é de R$ 81 mil reais por ano. A proposta eleva esse limite para R$ 110 mil em 2027 e para R$ 140 mil em 2028. O texto também autoriza a contratação de um segundo funcionário.

“Demandas do próprio do próprio mercado exigem esse reajuste, até porque à medida que as coisas vão se reajustando, o aumento até do salário mínimo, então esse limite já não faz muito sentido”, falou o contador, Rodrigo Telles.

O Brasil tem mais de 13 milhões de microempreendedores individuais ativos. No ano passado, mais de 570.000 deixaram de ser mês por ultrapassarem o limite de faturamento anual.

O teto não é atualizado desde 2018. Com as mudanças no Simples Nacional, o Governo pode deixar de arrecadar cerca de R$ 50 bilhões de reais em impostos.
“Embora isso possa gerar uma renúncia fiscal da ordem até R$ 2 bilhões de reais anualmente, os benefícios para as famílias, os benefícios para a sociedade, para economia vão superar facilmente esse valor”, constou o economista, Marcelo Gonçalves.

Para o coordenador do Instituto Livre Mercado, a proposta deveria contemplar não apenas os microempreendedores, mas também as demais empresas enquadradas no Simples Nacional.

“A gente tem hoje um regime constitucionalmente previsto para incentivar, estimular o pequeno médio empreendedor que se encontra defasado sem a atualização dos seus tetos de faturamento há quase uma década. O MEI é um uma das faixas que estão enquadradas dentro do Simples Nacional”, completou o coordenador do Instituto Livre Mercado, Antônio Vale JR.

O projeto faz parte de um acordo firmado durante as negociações para a aprovação da proposta que acaba com a escala de trabalho 6X1. A expectativa do presidente da Câmara é votar a matéria antes do recesso parlamentar previsto para 18 de julho.

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