China é maior importador do petróleo e depende dele para se estabelecer economicamente
A escalada de tensão entre Irã e Estados Unidos preocupa o mercado internacional de energia. No Brasil, a combinação de petróleo valorizado e dólar forte pesa no bolso do consumidor.
Reportagem de Aline Campelo e Sanny Alves
Cerca de 1/5 to do petróleo consumido no mundo circula pelo estreito de Ormuz, rota estratégica que liga o Golfo Pérsico aos grandes mercados internacionais. Por isso, qualquer tensão envolvendo o Irã pode impactar essa cadeia global de energia e pressionar preços, gerando incertezas no abastecimento.
“Isso vai afetar não só o comércio internacional, como as exportações brasileiras de proteína animal para aquela região”, contou o economista, Cesar Bergo.
Os preços do petróleo subiram com força na primeira reação dos mercados. Segundo o economista, esse cenário pode criar oportunidades para o Brasil ampliar exportações da Petrobras diante da maior demanda internacional por energia. “A Petrobras acaba ganhando não só na valorização do petróleo, como também agora você tem uma empresa que pode fornecer petróleo para outros destinos”.
Por outro lado, a alta do petróleo pressiona a inflação global. Governos e bancos centrais podem rever projeções econômicas, já que combustíveis, gás de cozinha, transporte e alimentos tendem a ficar mais caros com o aumento dos preços da energia.
A China é hoje a principal compradora do petróleo iraniano e depende dessas importações para manter sua economia. “Diplomaticamente, a China tem usado fóruns para denunciar o unilateralismo, convocou a reunião no Conselho de Segurança para se posicionar junto com a Rússia”, completou o professor de Relações Internacionais do Ibmec Brasília, Frederico Dias.




