Atualização facilitou entendimento do consumidor
Reportagem de Nathália Cassiano
Imagens de Antônio Matos, Vailton Justino, Arquivo e Canal Gov
Entra em vigor neste mês a nova regra de etiquetagem nacional aplicada a refrigeradores. De acordo com o Inmetro, o consumidor deverá observar a classe de eficiência magnética e o consumo energético mensal indicado no aparelho, antes da compra.
A nova etiquetagem do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) está sendo aplicada refrigeradores em todo o país. Na prática, as subclasses do A não existem mais. Os critérios para classificação dos produtos ficaram mais rigorosos. “Então agora nessa revisão a gente acaba com essas subclasses do A e aí a gente entende que fica mais claro pro consumidor. De fato, você tem três classes, classe A, classe B e classe C. Isso facilita a compreensão e evita que o consumidor tenha algum tipo de dúvida com relação a qual é o objetivo daquelas subclasses. Então, nesse sentido, há o entendimento de que fica mais claro pro consumidor quando você não tem aquelas subclasses que a etiqueta anterior tinha”, explicou o assistente da Diretoria de Avaliação da Conformidade do Inmetro, Leonardo Rocha.
De acordo com Inmetro, na hora da compra, além de observar a classe de eficiência magnética, o consumidor deve verificar na própria etiqueta o quanto o aparelho consome mensalmente, permitindo comparar o desempenho entre dois modelos similares.
“Dentro de uma mesma classe, é possível que você tenha produtos que consumam um pouco mais e outros um pouco menos dentro da própria faixa. Agora, quando você muda de faixa, se você muda para baixo, necessariamente eles consomem mais. Se você muda para classe C, necessariamente eles vão consumir mais do que um produto da classe B”, completou ele.
Ainda é possível encontrar modelos no varejo com a etiqueta antiga. A expectativa é que o mercado esteja 100% com a nova etiqueta até o dia 31 de dezembro. “Em média, estão ficando 17% mais eficientes. E aí agora a gente vai ter gradativamente esses produtos entrando no mercado, produtos, que atendam essas novas regras de classificação e eles vão ter uma janela aí de um ano para escoar estoques, aqueles produtos que já estão nos pontos de venda, aquela coisa toda. Aí sim só vai existir no mercado produtos já com essa nova etiqueta”, completou Leonardo.