Instituto Jô Clemente acompanha evolução e desenvoltura de participantes do projeto
No Brasil, cerca de 300 mil pessoas têm síndrome de Down, segundo os últimos dados do IBGE. Neste 21 de março, a data de conscientização reforça o compromisso com a inclusão, o respeito e a igualdade de oportunidades.
Reportagem de Aline Imercio e Gilberto Pereira
A emoção de Ricardo é pela conquista da filha. Há 6 anos, Beatriz, que tem Síndrome de Down, é funcionária na área de recursos humanos em uma reconhecida empresa. O apoio veio pelo Instituto Jô Clemente em São Paulo.
“É uma autonomia dela. Então ela ganha o salário dela, faz as coisas que ela precisa fazer, compra os remédios, compra as coisas para ela, tudo, ajuda também em casa também. Pra gente foi uma alegria”, expressou o pai da Beatriz, Ricardo Wackerha.
“Eu faço triagem, integração e também eu faço, de equipamentos. Tô amando”, contou a assistente de RH, Beatriz Fiorante Wackerha.
O Instituto Jô Clemente, na capital paulista, oferece apoio a quem tem deficiências intelectuais, autismo e doenças raras. Cerca de 25% dos assistidos possuem Síndrome de Down.
O suporte vai desde questões clínicas, como terapias, até a inclusão no mundo do trabalho. “A gente tem toda a frente clínica, que é fundamental porque por ser uma síndrome genética, essas pessoas têm predisposição a algumas condições clínicas ao longo da vida e outros tipos de terapia ao longo da vida, como terapia ocupacional, por exemplo, e até psicoterapia”, explicou o líder de Inovação em Genética e Genômica do IJC, Rodrigo Fock.
Aqui no Instituto Jô Clemente, o estímulo à autonomia no dia a dia também é realizado. Nessa casa, por exemplo, os assistidos aprendem atividades do cotidiano, como montar a mesa ou arrumar a casa.
“Autonomia, ela é uma construção. Então, ela tem que ser trabalhada desde cedo ali na estimulação, na educação inclusiva. Isso é bem importante. Então, a gente faz na vida adulta, na vida jovem e na fase do envelhecimento, a gente faz esse trabalho de continuidade dessa construção da autonomia e independência na vida adulta”, afirmou o supervisor do Serviço de Longevidade do IJC, Ricardo Valverde.
Marília viu o desenvolvimento do filho Renan, melhorar muito por aqui. O adolescente de 15 anos frequenta o local desde pequeno e aprendeu várias coisas em diversos cursos. “Ajuda muito nessa questão da autonomia. Ele já fazia algumas coisas em casa, mas agora com o apoio daqui ele desenvolveu muito mais”, apontou a mãe do Renato, Maria Eliete Lopes da Silva.
“Eu gosto de atividades, eu gosto de fono, fisio, gosto de tudo aqui. Eu amo esse lugar”, concluiu o estudante, Renan Lopes da Silva.

