EDUCAÇÃO

Fórum discute o uso da tecnologia no processo educativo

Especialistas avaliam desafios e possibilidades do uso de recursos digitais nas escolas

A inteligência artificial já transforma a maneira de ensinar e aprender. Em Brasília, um fórum reuniu gestores da educação católica para discutir o uso responsável da tecnologia e os limites dessa presença no processo educativo.

Reportagem de Gabriela Matos e Ersomar Ribeiro

 

Critério moral, criatividade e juízo de valor são características formadas a partir da experiência humana. Com o progresso da tecnologia e o avanço da inteligência artificial. A educação cristã tem o desafio de destacar o protagonismo do homem e das relações humanas. Para isso, escolas e famílias têm um papel fundamental na conscientização e na formação de jovens e crianças.

“Então é fundamental hoje que nós consigamos, primeiro para nós, mas também para nossas crianças, ajudá-las a serem elas mesmas, mas humanas, não se deixar manipular, virarem robozinhos que só porque viram na internet começam a repetir ou só porque viram na internet porque alguém falou é verdade”, contou o professor especialista em Doutrina Social da Igreja, padre Élio Gasda.

A primeira encíclica do Papa Leão XIV, “Magnífica Humanitas”, divulgada no início desse ano, trouxe luz sobre o homem na era da inteligência artificial. Em cima desse assunto, a ANEC apresentou o tema “Magnífica Humanitas, protagonismo humano nas instituições católicas na era digital”.

“Humanizar a tecnologia, preparar o estudante para essa alfabetização digital mesmo, Mostrar para essas famílias, para as crianças, pros adolescentes, pros jovens, para os nossos educadores. Que nenhuma tecnologia é boa ou ruim em si mesma, que a maioria delas foram criadas para ajudar a humanidade a viver melhor”, afirmou a presidente da Câmara de Mantenedoras da ANEC, irmã Marli Araújo.

O evento abordou ainda como as escolas podem usar a IA nos processos educativos para fluir o seu serviço e como trabalhar questões como humanismo solidário. “É mais um meio, é mais uma possibilidade de crescimento, de aprendizagem, que a inteligência artificial ela nos proporciona, porém com cuidado, com cautela, ela não é um fim em si mesma, mas um meio para que a nossa missão, a evangelização, a palavra de Deus possa também estar sendo propagada”, apontou a presidente da Rede Damas, irmã Marcela Sarmento.

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