PRESENÇA

Entenda por que acolher transforma experiências de dor

Gesto de padre emociona fiéis e viraliza nas redes sociais

Em dias marcados pela correria e, muitas vezes pela indiferença, um gesto simples de acolhimento emocionou fiéis e se tornou um sinal concreto do amor cristão. Durante uma missa, um abraço revelou que, muitas vezes, o que cura não são as palavras, mas a presença.

Reportagem de Vanessa Anicio e Vitor Ferreira

Tudo aconteceu durante a celebração da Eucaristia. Um senhor visivelmente abalado com a notícia do falecimento do neto, caminha em direção ao altar. Sem conseguir falar, Marcos, que é ministro extraordinário da Comunhão Eucarística, foi acolhido pelo sacerdote durante a celebração. 

O religioso que aparece nas imagens é o padre Carlos Henrique Machado da Diocese de Tubarão em Santa Catarina. Sem hesitar, ele abre os braços e oferece acolhimento à dor daquele homem que o buscou. Um gesto que tocou milhares de pessoas pelas redes sociais. 

“Eu vi que aquele momento representa o sofrimento que muita gente enfrenta. E o Sr. Marcos transpareceu naquele momento este sofrimento. Um sofrimento que pede socorro, um sofrimento que pede auxílio”, testemunhou da Diocese de Tubarão(SC), padre Carlos Henrique Machado. 

A repercussão do gesto de padre Carlos reflete uma necessidade cada vez mais presente na sociedade, o acolhimento para situações de dor. “O pós-pandemia, ele vem com esse reflexo. As pessoas começaram a ficar mais sozinhas e isso está aumentando. E aí quando precisa desse desse acolhimento, as pessoas estão mais longe delas”, apontou a psicóloga, Érika Miranda. 

A escuta, a presença e o afeto podem ajudar a reorganizar as emoções e devolver segurança interior. E para a fé cristã, esse cuidado vai além do aspecto humano.

Cada gesto de acolhimento revela a face misericordiosa de Cristo. Um Cristo que se faz próximo, consola e caminha junto àqueles que sofrem. “Eu fico contente, não por vaidade, mas por divulgar a igreja de Jesus. Muitas pessoas dizendo que estavam repensando a sua fé a partir daquele meu gesto, voltando para a Igreja”, continuou o padre.

Depois do abraço, Marcos também foi consolado pela comunidade e conseguiu comungar antes de ser levado para casa, onde segue recebendo o apoio dos familiares. Em um mundo que muitas vezes corre depressa demais, o abraço do sacerdote nos recorda que o amor cristão está no cuidado simples, que alivia a dor e renova a esperança.

“E fica aquela sensação de dever cumprido, mas não no sentido eu fui obrigada a ir, mas eu fiz algo por alguém”, reforçou Érika.

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