Iniciativas de voluntariado visam incluir pessoas com deficiência auditiva
No dia 24 de abril, o Brasil celebra o Dia Nacional da Libras, marco do reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão no país: referência à sanção da lei de 2002 que regulamentou a Língua Brasileira de Sinais no Brasil. Em Brasília, o trabalho do Instituto Nossa Senhora do Brasil, o Inoseb, promove o acesso a qualificação de intérpretes e inclusão da comunidade surda.
Reportagem de Aline Campelo e Sanny Alves
João Pedro decidiu atuar profissionalmente como intérprete. No Inozebrasí encontrou um espaço para estagiar. “É importante a gente lembrar e trazer essa valorização para as pessoas surdas, pra comunidade surda e para todas as pessoas que participam, tanto os ouvintes quanto surdos, pai, mãe”, declarou o tradutor e intérprete de Libras, João Pedro Feliciano.
De acordo com a coordenadora pedagógica da entidade, a lei significou um avanço para a inclusão e garantia de direitos da comunidade surda. “Então, são 24 anos. Aí é uma fase de juventude ainda, que a lei está vivenciando e com isso cada ano tá se conquistando novas novas atribuições pra comunidade surda”, contou a coordenadora do Instituto Nossa Senhora do Brasil, irmã Maria Liliane Oliveira.
Sancionada há 24 anos, a língua brasileira de sinais ainda enfrenta obstáculos para alcançar todo o país. Segundo o IBGE, cerca de 10 milhões de brasileiros possuem algum grau de deficiência auditiva, o que reforça a importância de políticas públicas de inclusão, acessibilidade e educação bilíngue.
“Temos projetos sociais de atendimento à comunidade surda, que é o atendimento psicológico e também o atendimento de documentos e o encaminhamento dos surdos para o mercado de trabalho. E os nossos projetos na área da educação, que é os cursos de Libras, o curso de português próprio para surdo, o curso de preparação para concurso e também temos as oficinas de crochê terapêutica. Também temos outras diversas oficinas na área de teatro, de desenho e culturais”, explicou ela.
Celebrar a Libras é reconhecer direitos, dar visibilidade e reafirmar a necessidade que a língua brasileira de sinais esteja ao alcance da comunidade surda, de interessados em exercer a função de tradutor intérprete e dos ouvintes, construindo pontes por meio da comunicação. “Representa a possibilidade dessas pessoas participarem efetivamente da sociedade”, completou João.




