TECNOLOGIA

Cresce a utilização de energia solar em equipamentos públicos

Veja exemplo de implementação de energia renovável nas escolas públicas em uma cidade do interior de São Paulo

Reportagem de Emerson Tersigni e Ederaldo Paulini

Luz do sol transformada em energia elétrica a partir de painéis. Este é o efeito fotovoltaico, responsável pela economia do contribuinte e o cuidado com o meio ambiente. No Brasil, esta fonte de energia limpa e renovável se encontra em expansão, alcançando diversos segmentos – incluindo equipamentos públicos.

A energia renovável já é uma realidade no Brasil. Com 22% da matriz elétrica, a segunda maior fonte do país vem da energia solar. Além da economia, as placas fotovoltaicas evitaram a emissão de quase 67 milhões de toneladas de gás carbônico durante a geração de eletricidade. 

“Com o investimento desse porte, além de trazer essa questão do benefício da sustentabilidade, a gente também fala em questão de descarbonização, mas trazendo pra parte da economia tudo que seria pago de conta de energia para concessionária, de uma forma ou de outra acaba beneficiando a população como um todo”, afirmou, da Especialização Energias Renováveis, Felipe D’Angelis. 

Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica apontam que este tipo de geração está presente em quase todas as cidades do país. Entre os locais abastecidos, estão as residências com quase 70% do total de móveis. Os comércios e propriedades rurais também despontam no levantamento. 

No interior de São Paulo, o município de Cruzeiro iniciou 2026 com a aplicação desta iniciativa em equipamentos públicos. “A gente vai gerar quase 100% de economia nos prédios da das escolas municipais. Todas as escolas municipais, que hoje a gente tem 29 escolas e esse valor não é baixo que a gente costeia por mês”, explicou o prefeito de Cruzeiro(SP), Kleber Silveira(PL). 

Um evento reuniu autoridades locais e nacionais para marcar a prática de políticas públicas voltadas à Casa Comum. “E o que a gente está fazendo aqui é garantindo que o município todos os anos com essa economia, energia elétrica, não só possa gerar energia limpa, o que é bom pro país, mas ao mesmo tempo e possa reinvestir e esse recurso todos os anos aqui no município”, contou o deputado federal, Kim Kataguiri(UNIÃO). 

A expectativa é de que com a primeira fase da usina fotovoltaica, a Secretaria de Educação de Cruzeiro economize 40% em seu consumo de energia. Já com a segunda fase, a economia em escolas, creches e demais ambientes pedagógicos deve alcançar a casa dos R$ 500.000. 

“Você podendo agregar isso a uma escola de tempo integral, faz com que o nosso aluno consiga multiplicar essa consciência de preservação ambiental, que leve isso para casa. E isso é investir no futuro”, apontou a secretária Municipal de Educação, Cristiane Silveira.

“Fazendo tudo o que tem que ser feito passo a passo, respeitando todo o processo, não há por que não se fazer para também partir para esse lado da economia, da sustentabilidade”, concluiu Felipe.

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