Ele é o xerife da zaga do Paris Saint-Germain e um dos líderes da Seleção Brasileira de Futebol. Mas, antes de erguer taças na Europa e rodar o mundo, o zagueiro Marquinhos dava seus primeiros passos num bairro de São Paulo
Reportagem de Sidinei Fernandes e Antônio Matos
Estamos no Imirim, zona norte de São Paulo. É neste endereço que começa a caminhada de um campeão. A bandeira tremulando na sede da sociedade Amigos e Colaboradores do Imirim indica: “Por aqui pulsa paixão pelo futebol”.
A camisa, o calção, as meias e as fotos revelam os primeiros passos de Marquinhos, capitão do Brasil e do Paris Saint-Germain. A história do Marquinhos começa bem aqui, embaixo do gol.
Quando criança, ele gostava muito de atuar como goleiro, mas por incentivo do treinador, ele passou a jogar bem nesse ponto na defesa. E o sonho almejado por ele embaixo das traves ficou para trás. E Marquinhos se tornou um dos maiores zagueiros da história.
Aos 4 anos, Marquinhos aparece no colo da mãe na arquibancada. Dois anos depois já estava na quadra de futsal acompanhado por José Carlos Barbosa. O Zé Carlos, seu primeiro treinador. “Até eu conversei com a mãe, com o pai, que ele tinha muito potencial na linha, mas para não desiludir ele, deixava de treinar um pouco no gol também”, recordou o primeiro treinador de futsal do Marquinhos, José Carlos Barbosa.
Aqui ele treinou e participou de competições oficiais até os 10 anos de idade. Foco e determinação são características que já o faziam capitão desde pequeno. “Tinha um diamante bruto ali que ele foi sendo lapidado aos poucos, até chegar onde que ele chegou ao nível que ele está hoje, mundialmente, um dos melhores zagueiros do mundo, tanto que ele joga no Paris Saint-Germain e na seleção como zagueiro. Então ele joga próximo do gol, onde ele gostava de ficar”, lembrou o técnico.
Renan jogou com Marquinhos na infância, hoje é professor da escolinha do Paris Saint-Germain, em São Paulo. “A gente criança, sempre gosta de estar sempre brincando, até momentos indevidos também pré-jogo. E ele sempre teve uma postura mais calma de liderar, de já orientar todo mundo dentro de quadro e reflete isso hoje no que ele faz lá, não só em Paris, mas também na seleção”, fez memória o treinador, Renan Ferreira Augusto.
Marquinhos foi revelado pelo Corinthians. Na primeira convocação para a seleção sub-17 em 2011, a família do zagueiro enviou uma carta de agradecimento ao Zé Carlos. “Para mim é um orgulho. Satisfação. E Deus me colocou no caminho dele. Da família dele também, que eu tenho um carinho enorme por eles, eles têm por mim também. E a gente sempre procura ajudar. Quando a gente lida com sonhos de criança, a gente tem que entender o por que ela está ali”, disse José Carlos.
O garoto do mirim conquistou títulos nacionais e internacionais. Um dos pilares da seleção brasileira serve de exemplo como pessoa e como atleta. É modelo de inspiração para quem sonha em brilhar na vida e dentro de campo.
“Só quem tem esse foco, essa determinação consegue chegar ao nível profissional”, completou Renan.




