Propagandas Eleitorais seguem até dia 23, dois dias antes do segundo turno
Com a definição do segundo turno, começa agora uma nova corrida até as urnas. O segundo turno será disputado para presidente da República e para os governos de seis estados e do Distrito Federal. Pelos próximos dias, a campanha segue um calendário que estabelece prazos para propaganda, comícios e outras atividades dos candidatos.
Reportagem de Gabriela Matos
Imagens de Ersomar Ribeiro/ Arquivo
O brasileiro volta às urnas em 25 de outubro para escolher o presidente da República. Nesta segunda-feira começaram as atividades de campanha nas ruas, a propaganda na internet e a distribuição de material gráfico.
Na sexta-feira começa a propaganda no rádio e na televisão. A campanha termina no dia 23, quando também se encerram os anúncios pagos na imprensa e os debates em rádio e TV.
Foram mais de 2.300.000 votos em branco e 6.600.000 votos nulos. As abstenções somaram mais de 33.400.000 eleitores, o equivalente a 21% do eleitorado.
Foi o maior índice de abstenção desde as eleições de 1998. “É o descrédito muitas vezes do eleitor nas políticas do governamentais, na própria justiça e muitas vezes no próprio poder legislativo”, comentou o advogado eleitoral, Juarez da Silva.
O Distrito Federal e seis estados também terão segundo turno para o Governo. Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins.
No dia 22 termina o prazo para comícios e propaganda paga ou impulsionada na internet, incluindo conteúdos produzidos com inteligência artificial.
Na véspera da votação, encerram-se às atividades de rua, como distribuição de material gráfico, caminhadas, carreatas e passeatas.
Após o primeiro turno, Flávio Bolsonaro, do PL, recebeu mais de 56 milhões de votos contra 53.800.000, de Luiz Inácio Lula da Silva do PT. O resultado contrariou as pesquisas divulgadas antes da votação.
Segundo os próprios candidatos: “A gente nunca consegue tudo aquilo que a gente quer. Eu confesso para vocês que eu estava convencido que eu ia ganhar as eleições no primeiro turno”, citou Lula.
“Os nossos trekkings davam a gente na frente, como aconteceu, com uma chance real de que nós tivéssemos uma vitória no primeiro turno. Foi por muito pouco”, ressaltou Flávio.




