Dólar americano tem queda de 4,5% em anos e Ibovespa aumentou 7,7%
O mercado financeiro reagiu ao resultado do primeiro turno. O dólar abriu a semana em baixa e o Ibovespa em alta. Expectativa é de que o próximo Governo seja mais propenso a ajustes fiscais.
Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro
O mercado financeiro brasileiro reagiu com forte alta dos ativos após o resultado do primeiro turno das eleições.
O dólar abriu a segunda-feira em queda e chegou à casa dos R$ 4,98. O Ibovespa avançou cerca de 8% e ultrapassou os 200.000 pontos.
Na área econômica, Flávio Bolsonaro propõe redução de impostos, corte de ministérios e uma nova regra para os gastos públicos.
Lula, por sua vez, defende a manutenção do atual arcabouço fiscal e o controle das despesas, além da revisão de benefícios tributários.
“Os agentes do mercado financeiro anseiam por um Governo que priorize o reequilíbrio das contas das contas públicas e naturalmente, se entre num ciclo de queda de juros mais intenso, o que promoveria então um crescimento da economia, da atividade e da renda de uma forma mais sustentável”, formulou o economista, Renan Silva.
As taxas dos juros futuros também recuaram nesta segunda-feira, acompanhando a reação do mercado ao resultado das urnas. “Do lado da taxa de juros futuros, contratos de juros futuros também com quedas bastante intensas na ordem de 7,8% e ações e de empresas governamentais subindo até mais do que 10%. Mostrando então que o mercado de fato espera, uma linha de maior equilíbrio fiscal para o próximo mandato”, retomou ele.
A nova composição do Congresso Nacional também pode explicar o ânimo do mercado financeiro. O posicionamento ideológico do Senado, mais alinhado à centro-direita, é visto como propenso à aprovação de reformas fiscais rígidas e ao controle de gastos.
O cientista político avalia que as propostas apresentadas pelos candidatos e o andamento da campanha no segundo turno ainda podem influenciar o comportamento do mercado financeiro. “Mas temos que acompanhar aí a partir de agora esse segundo tempo e saber como é que vão se comportar as duas campanhas e como é que o mercado vai reavaliar a postura das duas candidaturas frente ao que será decidido no final de mês em outubro”, concluiu Alexandre Bandeira.



