Iniciativa busca proporcionar autonomia e liberdade aos habilitados
Você conhece alguém que tem carteira de habilitação, mas ainda sente medo de dirigir? Pois é, para ajudar quem enfrenta esse bloqueio, centros especializados investem em apoio psicológico e aulas práticas adaptadas.
Reportagem de Silas Santos e Sidiclei Sales
Dirigir deveria ser sinônimo de liberdade, mas para muita gente o volante ainda assusta, gera insegurança e até ansiedade. Mesmo habilitados, muitos motoristas deixam o carro parado por anos, seja por traumas, falta de prática ou receio do trânsito.
É o caso desse advogado que procurou ajuda por não ter prática com carros de câmbio manual. “Assim que eu saí da autoescola e peguei a minha habilitação, eu fui direto para um carro automático, manual e tinha bastante dificuldade, principalmente com troca de marcha, saída de semáforo. Fui aprendendo um pouco da questão do ponto da marcha e graças a Deus a gente tá evoluindo bastante”, contou o advogado, Alisson Mateus Branco.
Durante o acompanhamento do centro especializado, o aluno é avaliado para que sejam identificados os medos, as dificuldades e os objetivos. “A gente tem alunos que chegam aqui e não conseguem andar 5 m, mas a gente também tem alunos que de repente já sabem trocar marcha e aí a gente desenvolve um projeto adequado e coerente pra necessidade de cada aluno”, apontou o gestor de aulas práticas, Ícaro Carvalho.
Com orientação profissional e treino contínuo, muitos motoristas conseguem superar o medo. O objetivo é um só, devolver a independência no trânsito. “Esse aluno que muitas vezes vem trazendo aquele pensamento de ‘e se eu não conseguir? E se eu perder o controle do carro? E se eu bater o carro?’ Então ele vem com um sistema de crenças que a gente precisa passar por um processo de reestruturação cognitiva, que é onde a gente vai agir em cima desses pensamentos, trabalhar em cima desses pensamentos, alinhar, e essa questão do enfrentamento do aluno ao veículo”, explicou a psicóloga, Anir Oliveira.
“Pisar na embreagem, mudar da terceira para a segunda, por exemplo, ou ao contrário. Eu tinha grande dificuldade com isso, mas cada aula a gente tem uma uma melhoria”, concluiu o aluno.
