QUALIFICAÇÃO

Centro aumenta cuidados de pessoas com Transtorno do Espectro Autista

Centro pioneiro amplia pesquisa e atendimento a pessoas autistas no Centro-Oeste 

O cuidado multidisciplinar é uma característica que faz diferença na assistência às pessoas com Transtorno do Espectro Autista. A criação da primeira unidade de pesquisa da região Centro-Oeste, promete ampliar o desenvolvimento de estratégias e qualificar este tipo de atendimento.

Reportagem de Aline Campelo e Sanny Alves

 

Um centro interdisciplinar dedicado ao Transtorno do Espectro Autista, o primeiro da região Centro-Oeste, voltado à pesquisa e ao atendimento pelo Sistema Único de Saúde, inaugura uma nova etapa na assistência à população autista. A iniciativa integra a pesquisa científica, formação de profissionais e atendimento especializado, ampliando o acesso ao cuidado multidisciplinar. 

“Hoje nós estamos com 25 pesquisadores cadastrados no Cetea, desenvolvendo em várias linhas tanto de pesquisas. A gente desenvolve também cursos e treinamentos na área”, disse o coordenador do Centro Estudos, Fernando Pucci.

Segundo o Censo Demográfico de 2022 do IBGE, cerca de 2.400.000 brasileiros têm o diagnóstico de transtorno do espectro autista, o que equivale a 1,2% da população. Esse foi o primeiro levantamento oficial sobre o tema no país. Até então, o Brasil trabalhava apenas com estimativas baseadas em parâmetros internacionais. 

“A gente tem que trabalhar com dados, a gente tem que buscar dados até mesmo para recrutar. Onde estão essas crianças? Elas estão diagnosticadas?”, retomou Fernando. 

Dados sobre diagnóstico e prevalência são fundamentais para orientar políticas públicas mais eficazes voltadas às pessoas com transtorno do espectro autista. “Inicialmente, como equipe multi nesse estudo clínico. Além disso, nós temos outras iniciativas, como o estudo da sala de vacinação no SUS, onde a gente vai fazer uma proposta em Ceilândia, na regional de Ceilândia, e também um estudo que trata da na parte de nutrição da seletividade alimentar”, ressaltou o gestor público, Ailton Bispo dos Santos.

Ao integrar pesquisa e assistência, o novo centro amplia o acesso ao conhecimento científico, fortalece a rede de cuidados e contribui para melhorar a qualidade de vida de pessoas autistas e de suas famílias. Também ajuda a reduzir o sofrimento provocado pelo diagnóstico tardio, pela falta de informação e pelas dificuldades de acesso aos serviços especializados.

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