Alta é registrada nos meses de novembro e dezembro devido ao calor excessivo
Reportagem de Emerson Tersigni e Genilson Pacetti
Desde a infância a gente aprende que a água é um bem precioso. Mas, com o calor intenso, o consumo aumenta e os reservatórios ficam sob pressão. Em várias cidades, já há racionamento e risco de desabastecimento, reforçando um alerta que não pode mais ser ignorado.
Verão intenso e estiagem persistente resulta em aumento no consumo de água. Com a demanda lá em cima, o nível dos reservatórios foram diretamente afetados e é aí que entra a necessidade de economizar.
“Justamente a gente percebeu que nesses últimos meses aí o consumo aumentou em quase 60% do histórico atual de consumo, dos meses de novembro e dezembro. Então a gente percebeu também que houve um aumento significativo na temperatura desses meses de novembro e dezembro. Aumentou em mais de 5ºC e tudo isso influencia num aumento do consumo”, afirmou a gerente da Operação Sabesp do Vale do Paraíba, Leticia Zanon.
Para isso, é preciso seguir algumas dicas para o uso consciente da água em tempos de altas temperaturas. “Tomar banho mais curtos nesse período, quando for escovar o dente, fechar a torneira, evitar ficar desperdiçando água”, retomou ela.
Embora o cenário seja de alerta, algumas iniciativas surgiram para aliviar o calorão, aliando responsabilidade no consumo e conforto térmico.
Em São José dos Campos, interior paulista, bebedouros, como este aqui atrás de mim, com vaporizador e água gelada, foram instalados em pontos estratégicos da cidade. Bem-estar e economia com a água, recurso essencial para a vida. “A ideia também desse equipamento é para que as pessoas possam utilizar mais garrafas. E assim ela enche sua garrafa para se hidratar e também para amenizar um pouco do calor”, afirmou o secretário de Manutenção da cidade São José dos Campos, Felipe Leal Rocha.
Quem passa por aqui gosta do que vê. “Ai, meu menino também adorou. Já é a segunda vez que ele vem aqui. É bem-vindo. Encher a garrafinha, bem geladinho. É ótimo”, expressou a moradora da região sudeste de S. J. Campos, Aline de Paula.
“Dá para você dar uma economizada. As crianças pedem, pedem um sorvete e o dinheiro da água dá para comprar um sorvete”, concluiu o morador da região leste de São José dos Campos, Vitor Luan Pereira.




