Equipe atua diariamente para devolver itens esquecidos nos vagões
Reportagem de Flavio Rogério e Vailton Justino
Centenas de pessoas circulam diariamente pelo terminal Barra Funda, na zona oeste, na capital paulista. É aqui que funciona a central de achados e perdidos da CPTM. Foi nesse local que dona Sisley veio em busca do documento de identidade perdido em uma das estações. “Foi maravilhoso, muito bom. E eu não perdi só isso também, eu perdi outros itens também aqui e sempre eles avisam. É muito bom porque RG é um negócio muito difícil, para tirar é burocrático”, disse a manicure, Sirlei Teixeira de Freitas.
A CPTM atende moradores de 12 municípios da região metropolitana de São Paulo em 41 estações. Somente no ano passado, a central de achados e perdidos recebeu mais de 67.000 itens, uma média de 184 objetos encontrados por dia nos trens e estações. Cerca de 30% desse total, aproximadamente 20.000 itens foram devolvidos aos proprietários.
“Nosso principal objetivo é devolver esse item pro dono. Então, a gente vai verificar se tem indícios, alguma informação que a gente consiga entrar em contato com alguém ou com a pessoa. Ontem mesmo a gente devolveu para um para um senhor R$1.500 que ele não imaginou que ele ia ter recuperar, esse dinheiro e os documentos que estavam na no envelope”, contou a chefe de departamento relacionamento com o passageiro da CPTM, Viviane Citroni Vizioni.
A grande maioria dos itens perdidos são documentos e cartão de banco. Em seguida, vem os celulares e os guarda-chuvas, mas também existem aqueles menos comuns, como cadeira, andador e até uma bicicleta. “A gente está na estação Palmeiras Barra Funda da CPTM. O horário de funcionamento é das 8 às 16 horas e o funcionamento é nos dias úteis, exceto feriados e emendas de feriado. Eles ficam guardados aqui com a gente por 60 dias. Após esse período, a gente encaminha os objetos pro Fundo Social de Solidariedade e dá o encaminhamento para a documentação”, reforçou ela.
Quem também teve um final feliz foi Ângelo. Ele esqueceu uma mochila dentro de um vagão com itens de valor usados no trabalho e conseguiu recuperar tudo após procurar na central de achados e perdidos da CPTM. “E aí quando eu cheguei, que eu vi que o pessoal tinha entregue, eu fiquei muito feliz, fiquei contente mesmo, porque eu não imaginava que o pessoal ia entregar, não. Hoje em dia é difícil o pessoal ter um coração bom, mas tem gente boa no mundo ainda”, expressou o fotógrafo, Angelo Matos.




