Em mensagem ao encontro “Maria, caminho de diálogo e paz para o Mediterrâneo”, Leão XIV frisou Maria como “mulher de fé e obediência a Deus”
Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV reza diante de imagem de Nossa Senhora em fevereiro passado /Foto: Massimo Valicchia via Reuters
Ao olhar para a Virgem Maria, “mulher de fé e obediência a Deus”, é possível redescobrir “um modelo de escuta e acolhimento, pilares de todo diálogo autêntico e fundamento para um caminho compartilhado de paz fundado na fraternidade”. A reflexão está na mensagem do Papa Leão XIV aos participantes do encontro dedicado ao tema “Maria: caminho de diálogo e paz para o Mediterrâneo”. A mensagem foi assinada pelo secretário de Estado Vaticano, Cardeal Pietro Parolin. O encontro, iniciado na terça-feira, 27, termina nesta quinta-feira, 29, e é realizado em Perugia e Assis.
A iniciativa é promovida pela Pontifícia Academia Mariana e pela Ordem dos Frades Menores, em colaboração com o Dicastério para o Diálogo Inter-religioso e o Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos. O Centro Mediterrâneo Oikos e a Rede de Teólogos do Mediterrâneo estão entre os promotores, com o apoio da Federformazione. O evento acontece no contexto do 40º aniversário do “Espírito de Assis”, cujo encontro de oração foi concluído na última terça-feira.
Santuários marianos
Doze santuários marianos de diferentes partes do mundo estão envolvidos na iniciativa. Entre eles estão Notre-Dame de Santa Cruz, em Orã, na Argélia; Notre Dame de la Garde, em Marselha, na França; a Basílica da Anunciação, em Nazaré; e Nossa Senhora do Líbano, em Harissa, no Líbano.
A proposta do encontro é apresentar Maria de Nazaré como um ponto de referência para diferentes culturas e religiões na busca pelo diálogo e pela paz, tendo o Mediterrâneo como contexto.
“Acreditamos que Maria de Nazaré pode ser um ponto de referência para diferentes culturas e religiões meditarem, contemplarem e trabalharem juntas pela paz, partindo do contexto paradigmático do Mediterrâneo”, afirmam os organizadores.
Diálogo, reconciliação e paz
Diante dos conflitos, os promotores destacam a urgência de construir caminhos de reconciliação. “Há uma necessidade urgente de pôr fim às guerras, curar feridas, reconciliar e promover o diálogo, a paz e o cuidado”, afirmam.
Segundo os organizadores, Maria pode contribuir para esse processo, favorecendo o encontro entre diferentes identidades culturais e religiosas e oferecendo elementos para o crescimento pessoal e comunitário.
A proposta é que esse caminho seja realizado “num espírito de não rivalidade e não violência”, promovendo a colaboração e a participação. O encontro também busca dar voz às mulheres que atuam como “tecelãs da paz, do diálogo e do acolhimento”.