ESCOLA E UNIVERSIDADE

Papa aos jovens: sejam protagonistas de um novo mundo

O Papa reuniu-se com os participantes do Congresso Internacional sobre a Pastoral Escolar e Universitária realizado, no Vaticano, nesta quinta-feira, 22

Da redação, com Vatican News

O Bispo de Roma esteve reunido com mil participantes do congresso internacional sobre a Pastoral Escolar e Universitária / Foto: Yara Nardi – Reuters

O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta quinta-feira, 22, na Sala Paulo VI, no Vaticano, cerca de mil participantes do congresso internacional sobre a Pastoral Escolar e Universitária.

“Recebo com alegria todos vocês que vieram de tantas partes do mundo”, disse o Papa no início de seu discurso, parabenizando-os “pelo trabalho que realizam nas instituições educacionais e acadêmicas em prol do anúncio do Evangelho e da dignidade da pessoa”.

É fundamental que a Pastoral Escolar e Universitária saiba responder ao anseio que cada um carrega dentro de si e trilhar juntos um caminho, humano e cristão. Os destinatários do seu ministério se destacam pelo entusiasmo, pela generosidade e pelo espírito de serviço tão característicos dos jovens. No entanto, quantos estudantes vivem também em condições de sofrimento existencial! Famílias abaladas, solidão digital, sentimento de inadequação ou de medo diante de um futuro que parece incerto.

De acordo com o Papa, “é muito importante que as escolas e universidades católicas sejam, primeiramente, uma ‘casa’, um lugar familiar onde as pessoas são esperadas”. Segundo o Papa, “o primeiro anúncio, muitas vezes, passa por um estilo de acolhimento: alguém que olha nos seus olhos, que se lembra do seu nome, que percebe sua ausência, que se alegra com seu retorno. Num ambiente acolhedor, o estudante pode expressar seu profundo desejo de compreender, de dar sentido à realidade”. O Papa os convidou a fazerem “com que os jovens experimentem a beleza do encontro com Cristo, a fecundidade da sinergia entre fé e razão, entre o saber da fé e os diversos outros saberes”. “A Pastoral Escolar e Universitária é chamada a acompanhar o lento amadurecimento do pensamento, a ensinar a discernir e a buscar com perseverança”, disse Leão XIV, acrescentando:

Hoje, muitos jovens ficam praticamente paralisados pelo medo de errar, de não estar à altura, de serem mal interpretados, de não corresponder às expectativas. Vivemos numa cultura do desempenho que está constantemente comparando e classificando as pessoas, às vezes de forma implacável. Uma meritocracia mal interpretada acaba por não respeitar as pessoas. É por isso que muitos acabam desistindo antes mesmo de tentar.

“Ajudem os jovens que encontrarem a serem protagonistas de uma nova maneira de habitar o mundo, construtores de fraternidade e de uma sociedade mais justa. A coragem nasce de um pacto de confiança: da experiência de alguém que crê em você antes mesmo de você acreditar em si mesmo. Jesus não escolheu os Doze porque eles já eram corajosos; Ele os chamou e, com sua confiança, os tornou capazes”, sublinhou.

“Por baixo da armadura que tantos adolescentes constroem para não sofrer, esconde-se o desejo de amar e ser amado”, acrescentou o Papa, destacando a importância de “educar o coração para a compaixão, para a gratidão, para a capacidade de se deixar tocar pela dor dos outros; educá-lo para o louvor e para o desejo de Deus”.

O serviço aos pobres, o voluntariado e o cuidado com a criação não são atividades secundárias, mas espaços onde o coração aprende a se expandir. Não nos esqueçamos: a caridade e a oração são inseparáveis.

“Queridos irmãos e irmãs, falsos mestres e mensagens enganosas prometem responder rapidamente às perguntas dos jovens. Vocês, por outro lado, escolheram fazer algo maior: caminhar com eles ao longo do caminho, até que descubram os dons que Deus já depositou neles”, concluiu o Sucessor de Pedro.

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