Leão XIV mencionou Dia Mundial do Migrante e do Refugiado nos apelos após a Audiência Geral desta quarta-feira, 23, e exortou fiéis a se sentirem envolvidos
Da Redação, com Vatican News

Foto: Canva
Após a Audiência Geral desta quarta-feira, 23, o Papa Leão XIV recordou o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado.
A data, que será celebrada no domingo, 27, foi instituída, em 1914, pelo Papa Bento XV. Durante sua fala, Leão XIV dirigiu o pensamento, de forma especial, aos menores obrigados a abandonar a própria terra.
“As crianças e os adolescentes são os mais vulneráveis; muitas vezes, vivem sofrimentos indizíveis: violências, torturas, exploração, condições traumáticas e, não raras vezes, perdem a vida ao longo das rotas migratórias”, destacou o Pontífice. “Apelo à responsabilidade de todos: que cada um se sinta envolvido na vida destes jovens, que devem ser sempre tutelados e assistidos”, acrescentou.
“Mesmo uma só destas crianças”
Para o 112º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, o tema escolhido foi “Mesmo uma só destas crianças” (Mt 18,10). Em sua mensagem, datada de 11 de agosto, o Santo Padre chama a atenção para os menores diretamente envolvidos na experiência da migração e da fuga e para a solicitude com eles.
No texto, Leão XIV observa que, todos os anos, milhões de crianças e adolescentes são obrigados a abandonar a própria terra devido a guerras, pobreza, violência, catástrofes ambientais e outras tragédias — e este número continua a aumentar. Contudo, por trás da estatística, estão histórias e rostos marcados pelo sofrimento.
“Não se trata de números ou estatísticas. O Evangelho convida-nos a não fazer cálculos: mesmo uma só. Cada criança, cada ser humano possui uma dignidade infinita. É imagem e semelhança de Deus, é presença do Senhor. Perante cada menor migrante, somos chamados a realizar um ato de humanidade e de fé: na criança, com efeito, podemos acolher e encontrar o Senhor”, escreve o Papa.
Além disso, há as consequências deste fenômeno, a exemplo das mortes ao longo das rotas migratórias, do tráfico e da exploração, do recrutamento de menores para o emprego em conflitos armados, da violência sexual, dos casamentos forçados e das atrocidades sofridas ou testemunhadas durante a viagem. “A sua dignidade é espezinhada de demasiadas formas”, sublinha o Pontífice.
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.: Íntegra da mensagem do Papa Leão XIV para o 112º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado




