Santo Padre destaca oração e comunhão como respostas ao desafio vocacional
Diante da redução das vocações, o Papa Leão XIV apontou caminhos que começam pela oração e passam pela formação e pela vida em comunhão. Em diversos compromissos no Vaticano, o Pontífice também falou sobre inteligência artificial e paz. Já no Angelus de domingo, 20, o Santo Padre enfatizou a necessidade de superar invejas e divisões.
Reportagem de Gabriela Maria e Daniele Santos
Produção Adilson Sabará
O Papa Leão XIV visitou hoje o Departamento para Cultura e Educação no Vaticano. Depois de um momento de oração na Capela, o Pontífice destacou as iniciativas que utilizam o esporte e a arte como oportunidade de encontro e diálogo, capazes de transmitir valores do humanismo. O Papa lembrou que o trabalho da Cúria Romana é um instrumento para levar ao mundo a mensagem fundamental da Igreja, a fé.
No Vaticano, o Papa Leão XIV se encontrou com as monjas Clarissas Capuchinhas da Itália. O pontífice falou sobre a fidelidade à vocação contemplativa e os desafios das comunidades diante da redução no número de vocações.
As vocações, disse o Santo Padre, não nascem de aplicação de estratégias organizacionais, nem de campanhas cuidadosamente planejadas, mas de oração.
Para o Pontífice, a diminuição das vocações não deve levar ao isolamento. Ao contrário, pode impulsionar a renovação da vida comunitária e o acompanhamento espiritual de quem procura os mosteiros.
O Papa ressaltou a importância da formação e da comunhão com a Igreja e destacou o silêncio como espaço para discernir e escutar em uma sociedade marcada pela pressa e pelo excesso de ruído.
A reflexão do Papa une contemplação e missão. Para Leão XIV, mesmo no silêncio dos mosteiros, a vida religiosa oferece um testemunho à sociedade. E apontou quatro caminhos: escuta, comunhão, serviço e testemunho do Evangelho.
Ontem na Praça São Pedro, o Papa refletiu sobre a parábola dos trabalhadores chamados para a vinha. Destacou que a bondade de Deus supera a lógica do cálculo e da rivalidade. Onde jorra a novidade de Deus, não há lugar para invejas nem divisões.
Durante o Ângelus, o Pontífice pediu orações pela Somália, diante da crise humanitária agravada pela violência e por fenômenos climáticos extremos. E ao recordar as vítimas da Segunda Guerra Mundial, pediu que a história seja lembrada para que os mesmos erros não se repitam.




