ESPORTES

Leão XIV: atletas, mostrem ao mundo que somente a partilha leva à paz

Ao dirigir-se a uma delegação das Olimpíadas Especiais, Leão XIV recordou o seu próprio grande apreço pelo esporte e os convidou a viver uma vida santa

Da redação, com Vatican News

Papa Leão XIV / Foto: Guglielmo Mangiapane – Reuters

Nosso mundo precisa muito de homens e mulheres como os atletas da “Special Olympics”, “que mostrem com o exemplo como o caminho da partilha e do amor é o único que realmente leva à felicidade e à paz”, que lembrem a todos “quais são os verdadeiros valores da vida”. Porque o esporte “é uma dessas linguagens universais que supera as diferenças culturais, sociais, religiosas e físicas, e consegue unir as pessoas, tornando-as participantes do mesmo jogo e protagonistas, juntas, das vitórias e das derrotas”. Assim, o Papa Leão XIV, citando também seu predecessor Francisco, saudou na manhã deste sábado, 19 de setembro, na Sala Clementina, no Vaticano, uma delegação de cerca de 150 atletas italianos, treinadores e dirigentes da “Special Olympics” que participaram dos Jogos Mundiais de Inverno de Turim 2025.

“Amo o esporte, ele educa para valores autênticos”

Aos membros da organização internacional que promove o esporte para pessoas com deficiência intelectual, o Papa expressou imediatamente sua felicidade em compartilhar com eles “a alegria dos eventos esportivos que vocês viveram”.

Como vocês sabem, eu também amo muito o esporte e estou convencido de seu grande valor formativo, pois ele educa a pessoa para valores nobres e autênticos.

Esporte é compartilhar os frutos da perseverança

Além disso, para Leão XIV, a atividade esportiva oferece a possibilidade de “testemunhar esses valores na prática competitiva e amadora e, sobretudo, na vivência dos atletas”.

Praticar esportes significa empenhar-se seriamente e com esforço, e depois compartilhar os frutos da própria perseverança com lealdade, confiança, abertura, espírito de equipe e coragem. Vocês fazem tudo isso e mostram essa beleza de uma maneira verdadeiramente especial, tanto para quem participa e assiste às competições quanto para quem os conhece e os encontra.

Francisco e o esporte que une as pessoas

O Pontífice lembrou, em seguida, as palavras do Papa Francisco no encontro de 13 de outubro de 2017 com um grupo de atletas da “Special Olympics”, organização fundada em 1968 por Eunice Kennedy Shriver, irmã do presidente estadunidense John F. Kennedy. O esporte, disse ele, “é uma dessas linguagens universais que supera as diferenças culturais, sociais, religiosas e físicas, e consegue unir as pessoas, fazendo com que participem do mesmo jogo e sejam, juntas, protagonistas das vitórias e das derrotas”, confiando a elas, de maneira especial, esse testemunho.

Obrigado pela alegria de vocês e pela mensagem positiva

Leão XIV fez isso com os atletas italianos da “Special Olympics”, agradecendo-lhes “pela alegria genuína que trazem, pela mensagem positiva que encarnam” e encorajando a todos — atletas, treinadores, responsáveis, assistentes, colaboradores — “a continuar com entusiasmo o trabalho de vocês”. Por fim, ele os confiou à intercessão de Maria e de São Piergiorgio Frassati, “um jovem esportista como vocês que, apaixonado por Jesus, junto com muitos amigos, soube traduzir os valores do esporte em uma vida boa e generosa, em uma vida santa”.

Presente em 190 países com 5 milhões de atletas

A “Special Olympics” está presente em mais de 190 países e envolve cerca de 5 milhões de atletas no mundo inteiro. Trata-se de um movimento global que utiliza o esporte como instrumento de inclusão social, dignidade e superação de barreiras. O lema oficial é: “Let me win. But if I cannot win, let me be brave in the attempt” (“Deixe-me vencer. Mas, se não puder vencer, deixe-me ser corajoso na tentativa”).

Palazzotti: reconhecimento do compromisso com a inclusão

Alessandra Palazzotti, diretora nacional da Special Olympics Itália, disse à mídia vaticana antes da audiência que “Todos os dias, a Special Olympics valoriza, no mundo inteiro, pessoas com deficiência intelectual, e sentir que nosso compromisso com o esporte como instrumento de inclusão e dignidade é reconhecido pelo Papa nos enche de orgulho e responsabilidade”.

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