Acampamento “No Combate da Oração” acontece neste final de semana com quatro dias voltados à renovação da fé
Jéssica Marçal
Da Redação

Acampamento “No Combate da Oração” será realizado de 4 a 7 de setembro / Foto: Daniel Xavier
“Não percas o ânimo, persevere na fé” (Cf. Hb 10,39) é o trecho bíblico que norteará as reflexões do Acampamento “No Combate da Oração” que começa nesta sexta-feira, 4, e segue até segunda-feira, 7, na sede da Comunidade Canção Nova em Cachoeira Paulista (SP). Serão quatro dias de renovação da fé, com missas, momentos de oração, adoração, louvor e escuta da Palavra de Deus.
“Buscar o Senhor é o melhor remédio para o cansaço, para as dificuldades que nós enfrentamos no dia a dia. Nós precisamos estar com Deus e lá, no colo de Deus, nos refazermos para continuar a luta do dia a dia”, expressa a missionária da Canção Nova, Salette Ferreira, que fará uma pregação no evento.
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O acampamento em si traz o apelo da oração como uma forma de combate. Esta é uma visão que está presente no próprio Catecismo da Igreja Católica, que apresenta a oração como uma forma de combate “contra nós mesmos e contra as astúcias do Tentador que tudo faz para desviar o homem da oração e da união com o seu Deus.” (CIC 2725).
Padre Sidney Dias, sacerdote da Canção Nova que também conduzirá reflexões no evento, explica esse ensinamento do catecismo. Ele ressalta que o ato de rezar envolve toda a pessoa e exige dela a perseverança contra aquilo que a afasta de Deus. “A oração é combate porque nós precisamos lutar contra aquilo que nos afasta, como o desânimo, a falta de vontade de rezar, o pecado, que rompe nossa amizade com Deus, o fechamento do coração, a falta de fé.”
A perseverança na oração
O sacerdote destaca ainda outras perspectivas da oração: a oração como diálogo, como intimidade e amizade com Deus. Mas sobretudo, é também uma decisão de permanecer diante de Jesus.
Como exemplo dessa perseverança, padre Sidney cita os vários santos da Igreja que mostraram que muitas vezes a oração mais fecunda é aquela em que se permanece fiel, mesmo sem sentimentos e consolos. Essa perseverança, segundo o padre, é uma cooperação com a graça. “É o próprio Espírito Santo que desperta em nós aquele desejo de Deus. É o Espírito Santo que nos ensina a rezar e que sustenta a nossa fidelidade”.
Salette acrescenta que a oração ajuda a crescer na intimidade com Deus e colher Dele as direções para a vida. “Quem nos ensina isso é o próprio Jesus. O seu apostolado era intenso. Muitas vezes, quando Ele terminava de atender a multidão, Ele subia a um lugar deserto para orar, mostrando para nós o quanto é importante a oração”, lembrou.
E a ausência de sentimentos na oração?
Muitas vezes, porém, ao rezar, a pessoa nada sente. Padre Sidney ressalta que a tradição espiritual ensina que a ausência de sentimentos não significa ausência de Deus. Alguns santos podem ser exemplos disso: Santa Teresa de Calcutá, Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz atravessaram períodos de aridez espiritual. Nesses momentos, porém, é importante continuar rezando, indica o sacerdote.
“Nestas horas, quando você não sente nada, a fé amadurece porque deixa de se apoiar no que nós sentimos e passa a se apoiar em quem Deus é. Ou seja, nós não nos apoiamos naquilo que nós vemos e sentimos, mas temos a plena certeza de que estamos ali não por aquilo que Deus pode nos dar, mas pelo que Ele é. É importante, na aridez espiritual, continuar rezando. Às vezes, permanecer já é uma profunda oração”.
Como enfrentar a preguiça espiritual?
Outro ponto abordado pelo sacerdote nessa temática da oração é o enfrentamento da acídia, ou seja, da preguiça espiritual e das distrações. A fidelidade concreta é um grande “remédio” para a acídia, indica o sacerdote.
“É necessário estabelecer um horário para rezar. Não se pode negociar constantemente com a própria disposição: se eu tenho vontade, eu rezo, se eu não tenho, eu não rezo. Não! Estabeleça um horário e reze.”, orienta.
Sobre as distrações, o sacerdote aponta o ensinamento do catecismo, que aconselha a não lutar obsessivamente contra elas, mas explica que elas revelam o que está no coração. E com simplicidade é necessário voltar a atenção para Deus (CIC 2729). Padre Sidney acrescenta que é possível utilizar-se das distrações como matéria-prima para a oração. “Aquilo que te distrai pode ser a matéria que te faz se unir a Deus, o que te faz rezar”.
“Alegres e perseverantes na oração”
Em sua pregação no acampamento, Salette Ferreira refletirá sobre o tema “Alegres e perseverantes na oração”. Ela comenta que um dos frutos do Espírito Santo, da presença de Deus, é a alegria que vem do Alto. Não é a alegria do mundo, mas aquela alegria que impulsiona a ir em frente mesmo nas dificuldades, pois vem da esperança dada por Deus.
“Essa alegria nos faz perseverar na oração, mesmo diante do sofrimento, da dor, porque é ali que nós somos abastecidos de forças para continuar na nossa caminhada. Portanto a alegria é fruto do Espírito Santo. A fonte da nossa alegria está em Deus”, finaliza.
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.: Programação completa do Acampamento “No Combate da Oração”




