Conectado do Vaticano, Leão XIV foi homenageado com a Medalha da Liberdade em cerimônia na Filadélfia e refletiu sobre princípios da Declaração da Independência em seu discurso
Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV foi homenageado com a Medalha da Liberdade / Foto: Reprodução Reuters
Na véspera do aniversário de 250 anos da independência dos Estados Unidos, o Papa Leão XIV foi homenageado com a Medalha da Liberdade. Ele participou, conectado do Vaticano, de uma cerimônia pública no Centro Nacional da Constituição, na Filadélfia, realizada nesta sexta-feira, 3.
No discurso que preparou para a ocasião, o Pontífice refletiu sobre os princípios que nortearam os fundadores da nação. Entre eles, destacou a igualdade de todos os seres humanos e seus direitos inalienáveis, como o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade.
“Como filho deste grande país, (…) eu me uno a vocês para implorar as bênçãos de Deus sobre o futuro da América, para que os elevados ideais enunciados no início da Declaração de Independência possam continuar a guiar a prosperidade da nação na unidade, na justiça e na paz”, declarou o Santo Padre.
Defesa da vida
Leão XIV afirmou que os Estados Unidos foram, ao longo desses 250 anos, um “sinônimo de liberdade” para tantos povos do mundo, abrindo as portas a imigrantes que, com suas famílias, ajudaram a construir o país. No entanto, este nem sempre foi um caminho fácil — “em muitos aspectos, ainda é um trabalho em andamento”.
“De fato, o esforço para concretizar essa visão deve ser retomado a cada geração e diante de desafios sempre novos. Hoje, olhando para o futuro, este aniversário histórico nos oferece a oportunidade de refletir, mais uma vez, sobre os princípios fundadores da nação”, salientou o Papa.
A partir do fundamento da dignidade humana, o Pontífice ressaltou o direito à vida em todas as formas e condições, que deve inspirar leis que salvaguardem esse dom do momento da concepção até a morte natural. “A grandeza moral de uma nação se manifesta, sobretudo, através da sua capacidade de apoiar, proteger e valorizar a vida de todos, especialmente dos mais vulneráveis e daqueles cujo valor é colocado em discussão”, enfatizou.
Liberdade e esforço pela unidade
O Santo Padre também destacou o direito à liberdade, que se baseia na capacidade do ser humano de conhecer a verdade e de aderir ao que é bom. “As respostas inevitavelmente determinam o rumo que procuramos dar à nossa vida, e os Estados Unidos promovem há muito tempo a liberdade religiosa necessária para seguir de forma responsável os ditames da consciência a esse respeito, sem medo nem coerção”, pontuou.
É essa liberdade, prosseguiu Leão XIV, que forma as convicções e a consciência que orientam as tomadas de decisões das pessoas, garantindo também o direito de praticar e de expressar a própria fé. Neste contexto, o Papa afirmou esperar que a tradição do país continue dando frutos para “um debate público caracterizado pela moderação, pelo respeito aos pontos de vista alheios e por um esforço constante” de unidade em busca da paz e da reconciliação.
“Para que uma nação possa prosperar, ela deve estar verdadeiramente unida; unida não apenas por objetivos ligados a empreendimentos momentâneos, mas por ideais que não se desvanecem com o passar do tempo. Que os princípios sobre os quais refletimos hoje sejam sempre uma fonte dessa unidade e um farol de orientação para o momento presente e para os dias que virão”, concluiu o Pontífice.




