Ao deixar Castel Gandolfo

Papa pede que autoridades acompanhem e ajudem o povo de Gaza

Respondendo a jornalistas antes de deixar Castel Gandolfo, Leão XIV defendeu o respeito aos direitos humanos de todos e frisou atenção ao povo de Gaza

Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV conversa com jornalistas nesta terça-feira, 26, ao deixar Castel Gandolfo. O Pontífice aparece em primeiro plano, vestido, como de costume, de branco, acompanhado por seguranças.

Papa Leão XIV fala com jornalistas ao deixar Castel Gandolfo /Foto: Reprodução Vatican News

Respeitar os direitos humanos de todos e ajudar o povo de Gaza. Esse foi o apelo do Papa Leão XIV ao se despedir de Castel Gandolfo, após passar algumas horas de descanso e trabalho, em conversa com jornalistas. Ao ser questionado sobre os ativistas da Global Sumud Flotilla, detidos pelo exército israelense enquanto tentavam levar ajuda a Gaza — e que relataram ter sido espancados e maltratados —, o Pontífice afirmou que está se “provocando cada vez mais ódio” e que “a violência não ajuda”. Segundo ele, é preciso “retornar às negociações” e “buscar, por meio do diálogo, a resolução dos problemas, sempre respeitando os direitos humanos de todos”.

“Infelizmente, o povo de Gaza ainda não recebe ajuda humanitária. Isso está provocando protestos, dificuldades e até mesmo a ação daqueles que participaram da Flotilha”, observou o Santo Padre. Ele se dirigiu a todas as autoridades, pedindo que acompanhem o povo de Gaza, que está sofrendo, e também contribuam para iniciar a reconstrução da região, tão devastada pela guerra.

IA e a Magnifica humanitas

Leão XIV também foi questionado sobre a Inteligência Artificial, um dia após a publicação de sua carta encíclica Magnifica humanitas. Ele destacou a importância de manter o diálogo com as grandes empresas de IA e mencionou o trabalho que o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral vem realizando com a Anthropic.

“Acho que é muito importante continuar o diálogo e buscar verdadeiramente uma inteligência artificial desarmada”, afirmou. O Papa observou ainda que “hoje a guerra é feita com IA”, citando conflitos “no Líbano” e em “outros lugares do mundo”, “sem pensar nas vidas humanas que são, na verdade, as vítimas de tudo isso”, concluiu.

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