Peregrinação Aniversária

Patriarca de Lisboa: mensagem de Fátima deve se transformar em missão

Dom Rui Valério presidiu solenidade de Nossa Senhora do Rosário de Fátima exortando peregrinos a serem luz no mundo, testemunhando a mensagem de Fátima

Da Redação, com Santuário de Fátima

A imagem mostra a imagem de Nossa Senhora de Fátima em cima do andor, de costas, e a multidão ao redor

Andor com a imagem de Nossa Senhora de Fátima em meio à multidão nesse 13 de maio em Fátima, Portugal / Foto: Joyce Mesquita

Fátima é ponto de envio: se entra peregrino e se sai como discípulo missionário, para testemunhar ao mundo tudo o que ali foi vivenciado. Estas foi a reflexão do Patriarca de Lisboa, Dom Rui Valério, na homilia da Solenidade de Nossa Senhora do Rosário de Fátima presidida por ele nesta quarta-feira, 13, no Santuário de Fátima, em Portugal.

“A Mensagem de Fátima só é verdadeiramente acolhida quando se transforma em missão. Quando aquilo que aqui recebemos se torna luz para os outros.”, disse o Patriarca. Dom Rui destacou que Nossa Senhora apareceu em Fátima não apenas para consolar, mas para chamar: à conversão e à responsabilidade do amor. A verdadeira devoção a Maria nunca fecha o coração, mas o abre, acrescentou.

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O Patriarca de Lisboa, Dom Rui Valério / Foto: Joyce Mesquita

O Patriarca também destacou que Fátima não começou com uma teoria, mas quando três crianças levantaram os olhos e contemplaram uma luz que lhes mudou a vida para sempre. Ele usou esse fato para explicar que toda experiência cristã verdadeira começa assim: quando o homem deixa de olhar apenas para si mesmo e se deixa alcançar pela luz de Deus, para contemplar o Alto e o outro.

“Quando o homem contempla Deus, começa a ser salvo daquilo que nele é escuridão, egoísmo, dureza, ressentimento, podridão interior. E quando, no serviço, se inclina para os outros, reencontra o sentido da própria vida: porque, quem contempla Deus torna-se capaz de oferecer aos irmãos aquilo que contemplou. Foi assim com Maria. Foi assim com os pastorinhos.”

Levar luz ao mundo

Dom Rui também enfatizou aos peregrinos presentes em Fátima a necessidade de levarem ao mundo a luz recebida. “Fátima não é apenas um lugar de devoção. Fátima é uma escola de transformação interior. Aqui aprendemos que a humanidade só reencontra o caminho quando volta a levantar os olhos para Deus.”

A multidão que hoje tomou conta de Fátima é proveniente de vários lugares, com línguas e tradições diferentes, mas é unida pela mesma luz, observou o Patriarca. E essa é uma das maiores profecias de Fátima para o tempo atual: a humanidade só encontrará paz quando descobrir novamente que é família.
“Caros peregrinos, não basta admirar Fátima. É preciso viver Fátima. Não basta acender uma vela. É preciso tornar-se luz. Não basta passar por este lugar. É preciso deixar que este lugar passe pela nossa vida.”

Peregrinos em Fátima neste 13 de maio / Foto: Joyce Mesquita

Ao final da homilia, Dom Rui exortou os peregrinos a levarem esperança aos desanimados, reconciliação onde há divisão, paz onde há violência, luz onde há trevas. Mesmo se a pessoa se sentir pequena ou frágil, ela deve seguir nessa missão, afinal, também os pastorinhos eram pequenos.

“Quando Deus encontra um coração disponível, uma pequena chama pode iluminar o mundo inteiro. Por isso, regressai às vossas casas com alegria! (…) Não tenhais medo de ser luz. Não tenhais medo de ser santos. Não tenhais medo de mostrar ao mundo a beleza de Deus.”, concluiu.

Procissão das Velas

Ontem à noite, também como parte da peregrinação internacional aniversária, Dom Rui conduziu a Procissão das Velas com cerca de 250 mil peregrinos. Em sua homilia, o mesmo convite a ser luz em um mundo ferido, necessitado de luz interior.

“Em Fátima, Nossa Senhora não aparece com estrondo, nem com imposição. Aparece como luz suave. Como presença materna. Como sinal de esperança. Ela vem ao encontro de um mundo ferido – como o nosso – e traz uma mensagem simples e exigente: oração, penitência, conversão, confiança em Deus”, lembrou o Patriarca de Lisboa.

Atentado a João Paulo II

Neste dia 13 de maio, além do 109º aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria, também se recordam os 45 anos do atentado à vida do Papa João Paulo II. O ato aconteceu na Praça de São Pedro, em Roma, no dia 13 de maio de 1981.

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