Nesta quinta-feira, 19, foram eleitos os vice-presidentes que representam os povos indígenas, os leigos e os consagrados, incluindo religiosa brasileira
Da Redação, com Vatican News

Nova presidênica do Ceama é composta por: padre Jesús Huamán (Peru), Marva Joy Kawksworth (Guiana), Cardeal Leonordo Steiner, irmã Sonia Matos, Juan Urañavi (Bolívia) / Foto: Reprodução Ceama
A nova presidência da Conferência Eclesial da Amazônia (Ceama), para o período 2026-2030, está eleita. Nesta quinta-feira, 19, houve a votação que definiu os vice-presidentes restantes que compõem o grupo responsável por liderar o órgão nos próximos anos.
Na quarta-feira, 18, já haviam sido escolhidos como presidente e vice-presidente, respectivamente, o arcebispo de Manaus (AM), Cardeal Leonardo Steiner, e o padre Jesús Huamán Conisilla, sacerdote do Vicariato Apostólico de Puerto Maldonado (Peru). Nesta última sessão, também foram eleitos vice-presidentes Juan Urañavi, do Vicariato Apostólico de Ñuflo de Chávez (Bolívia), Marva Joy Hawksworth da Diocese de Georgetown (Guiana); e a irmã Sônia Maria Pinho de Matos, da Arquidiocese de Manaus.
Juan Urañavi, do povo guaraya, representa os povos indígenas. Marva Joy Hawksworth, pertencente ao povo Macushi, assume a vice-presidência em representação do laicato. Por fim, a irmã Sônia Maria Pinho de Matos, que é membro da Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo, representa a vida religiosa.
Sinodalidade
Segundo o Cardeal Steiner, na assembleia realizada em Bogotá, refletiu-se sobre a missão da Ceama, buscando horizontes comuns para a atuação das Igrejas particulares. “É um caminho que estamos percorrendo e que desejamos continuar”, expressou. “Esta forma de ser Igreja é uma Igreja profundamente sinodal e missionária. Que Deus os abençoe e que Nossa Senhora da Amazônia os acompanhe sempre”, acrescentou.
A nova presidência é um sinal concreto da sinodalidade que a Ceama promove: uma Igreja que caminha em conjunto, que valoriza a diversidade de dons e que se deixa interpelar pela realidade do território. É também uma expressão viva do sonho de uma Igreja com rosto amazônico, onde a interculturalidade, a participação e a corresponsabilidade são pilares fundamentais.
Neste novo tempo, a Ceama reafirma seu compromisso com a defesa da vida, a dignidade dos povos e o cuidado da Casa Comum, caminhando ao lado da Amazônia com esperança, fé e profunda convicção missionária.
Papel da comunicação
O prefeito do Dicastério para a Comunicação, Paolo Ruffini, discursou durante a assembleia, destacando o papel da Igreja na comunicação na Amazônia. “O desafio da comunicação é enorme num sistema midiático global dominado por lógicas comerciais ou geopolíticas que não têm interesse em relatar a crise ecológica e as histórias da Amazônia”, destacou.
“Não devemos confundir a comunicação com a mera difusão de notícias”, prosseguiu Ruffini. “As notícias são necessárias, mas têm um ciclo muito curto e operam dentro de uma hierarquia editorial que decide o que importa e o que não importa. A história da Amazônia aparece quando há uma catástrofe, quando há uma cúpula, quando um líder indígena é assassinado”, manifestou.




