Dom Erik Barden conduziu a sétima meditação dos exercícios espirituais que estão sendo realizados no Vaticano até sexta-feira, 27
Da Redação, com Coram Fratibus

Foto ilustrativa / Canva
Em sua segunda pregação nos exercícios espirituais para o Papa e a Cúria Romana nesta quarta-feira, 25, Dom Erik Barden refletiu sobre a glória de Deus manifestada por meio de Jesus e do mistério de sua paixão, morte e ressurreição.
O pregador recordou que, quando Jesus foi crucificado, apenas dois seguidores restaram: sua mãe e João. Apesar da barbárie testemunhada, o apóstolo insistiu que aquela cena de abandono manifesta a glória de Cristo.
À luz de São Bernardo de Claraval – santo que inspira as reflexões do retiro – Dom Barden destacou que a glorificação acontece na presença da face do Senhor. Contudo, uma “glória oculta” já é perceptível, e nela reside a esperança humana de contemplá-la explicitamente ao final desta vida.
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O pregador considerou ainda que a Igreja recorda aos homens e mulheres a glória secreta que vive neles. “A Igreja nos revela que a mediocridade e o desespero presentes, sobretudo o meu desespero diante dos meus próprios fracassos persistentes, não devem ser definitivos; que o plano de Deus para nós é infinitamente maravilhoso; e que Deus, por meio do Corpo Místico de Cristo, nos dará a graça e a força que precisamos para alcançá-lo, se tão somente pedirmos”.
Os santos e os sacramentos
A Igreja também manifesta o esplendor da “glória oculta” nos seus santos, explicou Dom Barden. Estes são a prova de que até mesmo a doença e a degradação podem ser meios que a providência usa para realizar um propósito glorioso. E a Igreja comunica a “glória oculta” em seus sacramentos. Qualquer católico sabe que luz pode irromper no confessionário, na unção, na ordenação ou no casamento. A mais esplêndida, e de certa forma a mais velada, é a glória da Sagrada Eucaristia.
“Que sacerdote não poderia dizer, após celebrar os santos mistérios, aquilo que um grande músico disse certa vez sobre a experiência de ser um instrumento de uma luminosa comunicação de beleza, cura e verdade: ‘a morte não seria realmente uma tragédia, pois o melhor daquilo que está no centro da vida humana já foi visto e vivido’, com o coração ardendo de gloriosa admiração?”, indagou em sua intervenção final.




