MENSAGEM

A fraternidade é o que há de mais precioso na humanidade, afirma Papa

Em sua mensagem por ocasião do Dia Internacional da Fraternidade Humana, Leão XIV enfatizou a necessidade de testemunhos concretos para superar conflitos

Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Papa Leão XIV acena com a mão direita durante Catequese desta quarta-feira, 21, na Sala Paulo VI, no Vaticano.

Foto: REUTERS/Remo Casilli

A Santa Sé divulgou, nesta quarta-feira, 4, a mensagem do Papa Leão XIV por ocasião do Dia Internacional da Fraternidade Humana, quando é entregue o Prêmio Zayed para a Fraternidade Humana.

No texto, o Pontífice expressou sua alegria ao escrever pela primeira vez motivado por esta data. “Nesta ocasião, celebra-se o que há de mais precioso e universal em nossa humanidade: nossa fraternidade, este laço indissolúvel que une todos os seres humanos criados à imagem de Deus”, afirmou.

O Santo Padre destacou que a fraternidade não é um ideal distante, mas uma necessidade urgente. Não se pode ignorar o fato de que muitos irmãos estão sofrendo com os horrores da violência e da guerra, cuja primeira vítima é justamente a vocação inata da família humana para a fraternidade.

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“Em uma época em que o sonho de construir a paz em conjunto é frequentemente descartado como uma ‘utopia ultrapassada’”, pontuou Leão XIV, “devemos proclamar com convicção que a fraternidade humana é uma realidade vivida, mais forte do que todos os conflitos, diferenças e tensões. É um potencial que deve ser realizado por meio de um compromisso diário e concreto com o respeito, a partilha e a compaixão”.

Testemunhos autênticos

Recordando sua audiência com os membros do Comitê do Prêmio Zayed em dezembro, o Papa reiterou que somente palavras não são suficientes. “Nossas convicções mais profundas exigem cultivo constante por meio de esforço tangível”, salientou, indicando que a permanência apenas no campo das ideias faz com que as esperanças e aspirações mais caras enfraqueçam e desapareçam.

Por meio do Prêmio Zayed, prosseguiu o Pontífice, são homenageados aqueles que traduziram a fraternidade em testemunhos autênticos de bondade e caridade humanas. Citando os vencedores deste ano, o Santo Padre sinalizou que eles são semeadores de esperança em um mundo que, com muita frequência, constrói muros em vez de pontes.

“Ao escolherem o árduo caminho da solidariedade em vez do caminho fácil da indiferença”, acrescentou o Santo Padre, “eles demonstraram que até as divisões mais profundas podem ser curadas por meio de ações concretas. Seu trabalho testemunha a convicção de que a luz da fraternidade pode prevalecer sobre a escuridão do fratricídio”.

Leão XIV encerrou a mensagem agradecendo ao presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, e ao comitê organizador do prêmio. “Continuemos a trabalhar juntos para que a dinâmica do amor fraterno se torne o caminho comum de todos, e que o ‘outro’ deixe de ser visto como um estranho ou uma ameaça, mas passe a ser reconhecido como um irmão”, concluiu.

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